
A médica veterinária Manoela Pimentel explicou que não é comum cães desmaiarem, no entanto, quando isso acontece é sinal de alguma doença clínica, como problema cardíaco ou respiratório.

Caracterizado o desmaio, leve o animal a uma clínica mais próxima e de sua confiança. É importante ter cuidado com relação ao transporte do animal, o qual deve ter seu pescoço reto, facilitando assim a entrada de ar.
O médico veterinário José Renato da Silva reiterou que a síncope pode acontecer também em animais hipoglicêmicos, com doenças neurológicas e anemia.
“Não existe medicação que previna o problema, então se o animal desmaiar, mantenha a boca e as vias áreas desobstruídas para não atrapalhar a passagem de oxigênio, espere ele recobrar a consciência e leve imediatamente ao veterinário”, frisou o especialista.
A interrupção de oxigênio para o cérebro, que causa o desmaio, pode ser desencadeada por outros motivos, como um acidente vascular cerebral (AVC) ou uma convulsão provocada por narcolepsia (sono súbito e incontrolável).
Problemas no trato respiratório dificultam a captação de ar do ambiente e, consequentemente, podem gerar uma dificuldade em transportá-lo para os órgãos do corpo, desfalecendo o animal.
O tratamento a ser seguido vai depender dos resultados de exames pedidos pelo especialista em saúde canina, pois cada causa deve ser tratada de maneira diferente.
José Renato da Silva explicou que, em caso de desmaio, é preciso fazer uma investigação rigorosa, como exames de sangue e também exames clínicos.
Algumas raças têm predisposição genética para desmaios, como é o caso do poodle, schnauzer, pastor alemão, boxer, são bernardo e dogue alemão, entre outras.