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Han Solo: moderação para superar a desconfiança

Um filme que ninguém pediu. Vi essa definição em um título de uma reportagem sobre o novo filme baseado no universo de Star Wars: “Han Solo”. E não é ...

Última atualização

 (Foto: Divulgação)Um filme que ninguém pediu. Vi essa definição em um título de uma reportagem sobre o novo filme baseado no universo de Star Wars: “Han Solo”. E não é uma afirmação exagerada.

Quando anunciado, o filme “Han Solo” soou como estratégia de lucro e certo oportunismo, já que a franquia principal ganhou força com os lançamentos dos últimos anos. Essa é realmente uma história que poucos imaginariam que ganharia as telas algum dia. 

Talvez isso tenha levado a certa indiferença por parte do público.  (Foto: Divulgação)O longa-metragem estreou mal nos Estados Unidos, e a perspectiva de faturamento internacional caiu para agora US$65 milhões, bem menos que os outros filmes do universo de George Lucas.

Além do argumento acima, o filme teve graves percalços na sua produção: dois diretores abandonaram o barco durante as gravações. Assim como no futebol, isso é sinal que as coisas não andam bem.

“Esse é um filme que tem muita pressão em seus ombros, portanto todos envolvidos na produção estavam sentindo um pouco dessa pressão”, afirmou Emilia Clarke, que interpreta Qi’ra no filme, em referência à obra ser derivada de uma das franquias mais amadas do mundo.

 (Foto: Divulgação)A escalação da própria atriz, famosa por dar vida a Daenerys Targaryen em Game of Thrones, foi uma das estratégias para desarmar as incertezas do público e atrair os fãs das duas franquias. Além dela, Woody Harrelson (de Jogos Vorazes e Três Anúncios para um Crime) e o rapper Donald Glove, que quebrou o youtube nas últimas semanas após o hit This Is América, serviram ao mesmo intuito.

Todos trabalharam bem. Nada memorável, mas entregaram um bom entretenimento. Seu maior acerto foi a moderação, afinal era um prelúdio e, por isso, não poderia continuar com a mesma pegada dos filmes da franquia principal, com muitos efeitos especiais e naves e armas modernas.

A estética em muito lembra os filmes mais antigos. O Império pouco aparece, o que é coerente, e a ameaça não é de extermínio galáctico. O que aflige os personagens — quase todos contrabandistas — é a possibilidade de morrer caso não consigam entregar uma encomenda.

 (Foto: Divulgação)O filme é divertido e o protagonista Akden Ehrenreich (Dezesseis Luas) compensa o fato de não ser parecido com Harrison Ford, primeiro a encarnar Han Solo, com uma boa interpretação dos trejeitos memoráveis do personagem.

O grandalhão Chewbacca, sempre um coadjuvante dos filmes iniciais, tem melhores cenas desta vez que nos últmos longas. O roteiro explica muita coisa que faltava, por exemplo como ele e Solo se conheceram; como se comunicam; como conseguiram a nave Millenium Falcon.

Enfim, ninguém pediu um filme sobre a origem de Han Solo, mas isso não significa que é ruim.

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