
Quando anunciado, o filme “Han Solo” soou como estratégia de lucro e certo oportunismo, já que a franquia principal ganhou força com os lançamentos dos últimos anos. Essa é realmente uma história que poucos imaginariam que ganharia as telas algum dia.
Talvez isso tenha levado a certa indiferença por parte do público. 
Além do argumento acima, o filme teve graves percalços na sua produção: dois diretores abandonaram o barco durante as gravações. Assim como no futebol, isso é sinal que as coisas não andam bem.
“Esse é um filme que tem muita pressão em seus ombros, portanto todos envolvidos na produção estavam sentindo um pouco dessa pressão”, afirmou Emilia Clarke, que interpreta Qi’ra no filme, em referência à obra ser derivada de uma das franquias mais amadas do mundo.

Todos trabalharam bem. Nada memorável, mas entregaram um bom entretenimento. Seu maior acerto foi a moderação, afinal era um prelúdio e, por isso, não poderia continuar com a mesma pegada dos filmes da franquia principal, com muitos efeitos especiais e naves e armas modernas.
A estética em muito lembra os filmes mais antigos. O Império pouco aparece, o que é coerente, e a ameaça não é de extermínio galáctico. O que aflige os personagens — quase todos contrabandistas — é a possibilidade de morrer caso não consigam entregar uma encomenda.

O grandalhão Chewbacca, sempre um coadjuvante dos filmes iniciais, tem melhores cenas desta vez que nos últmos longas. O roteiro explica muita coisa que faltava, por exemplo como ele e Solo se conheceram; como se comunicam; como conseguiram a nave Millenium Falcon.
Enfim, ninguém pediu um filme sobre a origem de Han Solo, mas isso não significa que é ruim.