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Jeito de Mãe

Por uma maternidade mais leve

No sábado, cinco de maio, tive a oportunidade de participar novamente do Seminário Internacional de Maternidade, em São Paulo, junto com outras 1000 ...

Última atualização

No sábado, cinco de maio, tive a oportunidade de participar novamente do Seminário Internacional de Maternidade, em São Paulo, junto com outras 1000 mamães. E mais uma vez saí de lá extremamente impactada, mexida, com vontade melhorar, fazer diferente, mas acima de tudo, com a certeza de que estou no caminho certo e de que não preciso ser perfeita, nem acertar sempre e muito menos tenho que dar conta de tudo.

Voltei com a vontade de criar um movimento pelo fim do estereótipo da mãe heroína, àquela que faz tudo por todos e nada por ela e muitas vezes está triste, infeliz, esgotada, estressada e precisando de colo. Alguém se identifica? Pois bem, lembra quando as mulheres atearam fogo nos sutiãs? Minha proposta agora é queimar as capas de “super-herói” que colocaram na gente. Quem vem comigo?

O tema do Seminário esse ano foi: “Por uma maternidade mais leve” e todos os palestrantes, cada um na sua área de atuação, defendeu isso. Nós mães nos cobramos demais, sabemos da importância do exemplo e tentamos incansavelmente sê-lo para nossos filhos. Falo por mim, que penso sempre muito antes de fazer algo, tomar uma decisão, porque sei que tenho olhinhos atentos me avaliando, aprendendo comigo o que é certo e errado.

Mas aí surgem duas outras questões: primeiro, nem se eu fosse um robô poderia dar conta de tudo e acertar o tempo todo. E não precisamos! Está tudo bem, tudo certo em sermos humanas! A outra questão é: quando erramos ou deixamos de fazer, também ensinamos nossos filhos. Eles aprendem que não precisam ser perfeitos, que o ser o humano erra, mas que pode reconhecer e tentar acertar na próxima. E mais, ensinamos a lidarem com as frustrações, uma grande dificuldade desta geração.

As palestrantes Roberta e Taís Bento, educadoras e criadoras do site SOS Educação, exemplificaram perfeitamente. Hoje tudo é rápido, dinâmico, está a apenas um clique. Lembra que antigamente para termos uma foto tínhamos que comprar um filme fotográfico, esperar revelar e depois ver o resultado que poderia ser o de nenhuma foto legal ou ainda todas “queimadas”? Pensa na frustração! Talvez um momento tão importante, teria que ficar apenas na memória. Ou ainda, se perdêssemos um programa na TV, não daria para ver mais ou teríamos que aguardar a reprise um dia.

Eram frustrações diárias, o tempo inteiro. Precisávamos controlar nossa ansiedade e praticar a resiliência, tema super pertinente da palestrante Lorraine Thomas, consultora da Disney no filme Divertida Mente, um dos meus preferidos. Nele, a protagonista precisa conhecer e aprender a gerir os seus sentimentos, tarefa tão difícil para nós mães em meio a loucura diária da maternidade, mas necessária. E mais, é preciso ensinar para nossos filhos também.

Sua dica de ouro é: menos cobrança e mais leveza. Mesmo que você fique pouco tempo com seu filho, que esteja 100% com ele neste momento, que estejam realmente conectados. Pode ser no caminho da escola para casa, numa ida ao supermercado, mas precisa fazer a diferença na vida dos dois. Ambos precisam curtir, tem que ser leve, divertido e criar memórias. A atividade física pode ser uma excelente forma de conexão, como lembrou o educador físico Márcio Atalla, em sua palestra, assim como cozinhar com e para a família, sugerido pela escritora e apresentadora, Rita Lobo.

Fechando o seminário com chave de ouro, a protagonista e a diretora de “Como nossos pais”, Maria Ribeiro e Laís Bodanzky, respectivamente, falaram da ideia, repercussão e sucesso do filme. Para elas, isso se deve ao fato das mães se enxergarem na história, cada uma a sua maneira, mas gerando sempre alguma importante reflexão. A personagem principal se vê perdida entre sua insana rotina de mãe, profissional, dona de casa, esposa, filha. Qualquer semelhança com a gente não é mera coincidência. Certo?

E nesse mês de maio, dedicado a todas nós mães, deixo um convite a vocês! Na verdade, é uma convocação! Vamos tentar nos cobrar e nos culpar menos?! Para de competir com outras mães! Vamos curtir mais nossa maternidade?! Os anos vão passar e sentiremos saudades, certeza que já ouviu isso de alguém.

Pois então, repita comigo: não precisamos dar conta de tudo, não temos que acertar sempre! Precisamos cuidar de nós, da nossa vida, da nossa felicidade! Antes de sermos mães, somos mulheres com vontades, sonhos e planos que vão além de criar, cuidar e educar filhos. Permita-se! E no final, sabe o que vai acontecer? Você vai estar mais leve, feliz e realizada e seu filho também! Queime a capa agora! Feliz dia das mães e até a próxima!

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