
“É um espaço usado pela comunidade, é um absurdo o que estão fazendo. Conseguimos conquistar esse espaço com muita luta, com muito esforço. Não somos contra a base da PM, mas a gente queria que ela fosse colocada lá no alto, e não aqui em baixo. E ainda por cima no único espaço que a comunidade possui para desenvolver as suas atividades”, disse um morador, que não quis se identificar.
Ele reclamou que as autoridades responsáveis pela instalação do Destacamento de Polícia Militar (DMP) não tiveram um diálogo aberto com a comunidade. “Ninguém conversou com a gente sobre isso. Se a polícia tivesse dado uma resposta imediata com as mortes dos dois irmãos, que aconteceram em março, talvez a gente não teria chegado ao ponto que chegamos. O clima aqui é de clamor, de desespero. Esperamos que a base fixa venha para ajudar, mas não aqui no nosso espaço de convivência”, disse.
O secretário municipal de Segurança Urbana de Vitória, Fronzio Calheira Mota, destacou que vai abrir um diálogo com a comunidade e analisar a possibilidade do espaço de convivência ser colocado em outro lugar. “Sem segurança não se tem condições de fazer nenhuma outra atividade. Vamos conversar com os moradores para achar um ponto de equilíbrio. Temos outros espaços onde esse projeto poderá ser colocado”, destacou Fronzio.