
É importante esclarecer que o problema, em longo prazo, pode levar a um processo inflamatório crônico, causando cirrose ou câncer. Como seu principal fator de risco é o sobrepeso e a obesidade, o tratamento geralmente envolve programas de emagrecimento, com a prescrição de dieta e exercícios.
No Brasil, o câncer de fígado é o sexto tipo mais letal. De acordo com o INCA, a taxa de mortalidade é de 4,33 pessoas por 100 habitantes. As descobertas apontam que devem ser feitos esforços para melhorar tanto a triagem de sinais precoces da doença quanto o gerenciamento do abuso de álcool.
Um estudo recente também mostrou que o consumo exagerado de carne vermelha processada também aumenta o risco de gordura no fígado. Os resultados mostraram que o alto consumo de carne vermelha e processada está associado à esteatose hepática e resistência à insulina, independentemente da ingestão de gordura saturada, de colesterol e de outros fatores de risco.
O câncer de fígado é o terceiro que mais mata no mundo, contabilizando cerca de 700 mil mortes ao ano, segundo dados do DataSUS, do Ministério da saúde. Somente no Brasil, foram registrados 44 mil óbitos no período de 2011 a 2015. Entretanto, mesmo com a alta taxa de mortalidade, os brasileiros são mal informados sobre a doença. Uma pesquisa, realizada pelo Instituto Oncoguia, em parceria com a farmacêutica Bayer, apontou que 56% dos entrevistados não o relacionam o consumo de álcool com a doença e desconhecem outros fatores de risco, como a Hepatite B e a Hepatite C.

De acordo com a médica, o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de fígado é a agressão crônica às células hepáticas. Na maioria dos casos, associada à cirrose, que pode ser causada por infeções pelos vírus das hepatites B e C, pelo álcool, depósito de gordura no fígado e por certos medicamentos.