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AT em Família

Crônica: Terrorismo íntimo

Em muitas relações observamos uma espécie de terrorismo íntimo. Podemos observar em relacionamentos com essa característica duas pessoas preocupadas ...

Última atualização

Em muitas relações observamos uma espécie de terrorismo íntimo. Podemos observar em relacionamentos com essa característica duas pessoas preocupadas em atacar a segurança ou a autonomia uma da outra, provocando recíproca ansiedade.

Busca de poder
O psicoterapeuta americano Michael Miller, estudioso do tema, diz que apesar de nenhuma delas estar preparada para abrir mão do relacionamento, cada uma tem como objetivo tomar o controle dele.

Em sua busca de poder na relação atacam-se os pontos mais vulneráveis do parceiro (a). Usam-se ameaças, alimentam-se o medo e a dúvida, de forma a paralisar a vontade do seu oponente.

Cada troca de palavras tem um significado diferente do que aparenta, numa tentativa de prolongar a batalha pelo controle.

Separação vivida como tragédia
Apesar de a separação ser uma experiência difícil para a
maioria dos casais, algumas pessoas sofrem muito, outras menos, e há até quem sinta certo alívio.

Mas se existir a convicção de que o casamento é uma união para a vida toda e de que só é possível ser feliz formando um par amoroso, o fim do casamento pode ser vivido como uma tragédia.

Quando se é trocado por outro (a)
Ser trocado por outra pessoa não é uma situação fácil de se viver. Quando isso acontece, o sofrimento é intenso e é difícil elaborar essa perda.

A falta da pessoa amada provoca uma sensação de vazio e desamparo. Fomos ensinados a acreditar que apenas o parceiro amoroso é capaz de nos garantir não estar só, de ser amado e de ser uma pessoa importante, aumentando nossa autoestima.

Exacerbando a dor do momento
É comum numa situação de rejeição serem reeditadas inconscientemente todas as rejeições sofridas desde a infância, exacerbando a dor do momento. Sem que se perceba, se chora naquela perda todas as outras anteriores.

Entretanto, se a pessoa não depende tanto de apreciações externas para alimentar sua autoestima, pode ficar triste, sofre pela perda, mas sabe que vai continuar vivendo bem e experimentar novas relações amorosas.

“A pessoa certa”
No mundo ocidental há a ideia de que ninguém é inteiro, faltando um pedaço em cada um. Com o casamento, as pessoas imaginam que estarão de tal forma preenchidas que nada mais vai lhes faltar.

A ideia de ter enfim encontrado “a pessoa certa”, “a alma gêmea”, faz com que a satisfação das necessidades e carências pessoais seja vista como dever do parceiro. Os prejuízos para a relação são grandes.

Atração sexual
A atração que sentimos por alguém e as formas de atrair a pessoa desejada são um mistério. Por que nos sentimos atraídos por uma pessoa e não por outra?

Costuma-se pensar logo na beleza e, como primeira impressão, a aparência é fundamental mesmo. Mas sendo o belo também condicionado pela cultura, os tipos ideais variam de época e lugar.

Atrações muito estranhas
Para nosso espanto, o que torna homens e mulheres mais atraentes em outras partes do mundo são aspectos físicos que nem de longe apreciamos: pessoas vesgas, gengivas e línguas pretas, umbigos enormes e salientes, seios pendentes…

No Ocidente
Os homens, mais do que as mulheres, são atraídos pela aparência física, e algumas pesquisas mostraram que apenas um por cento delas se sentem atraídas por homens com músculos avantajados.

A maioria prefere homens menos musculosos, vestidos, em vez de nus, e nega ser obcecada pelo tamanho do pênis.
 

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