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Política

“Bolsonaro é reflexo da revolta”

O engenheiro João Dionísio Amoêdo se apresenta como pré-candidato liberal à Presidência da República, defende a privatização das estatais e garante ...

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O engenheiro João Dionísio Amoêdo se apresenta como pré-candidato liberal à Presidência da República, defende a privatização das estatais e garante que terá, se eleito, apenas 12 ministérios. Ele considera a liderança de Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas eleitorais apenas um reflexo da revolta do brasileiros.
Alguns desses pontos serão detalhados por ele em evento no Estado. Para A Tribuna, especificou quais são suas propostas.

A tribuna – Quais são as suas principais bandeiras?
Amoêdo – São cinco pilares para nortear a nossa atuação. Combate aos privilégios da classe política, dos partidos políticos e de elite do funcionalismo público. Combate à corrupção com apoio à Lava a Jato e defesa do fim do foro privilegiado, da privatização das estatais para um ambiente menos propício à corrupção. Um programa de segurança, com integração dos três níveis de poder contra a impunidade. Um governo mais funcional, equilíbrio das contas e ter no máximo 10 a 12 ministérios com indicações técnicas. E as oportunidades, com mais capacitação e escolas que ensinem mais para que as pessoas possam empreender.

Quem o senhor e o Partido Novo vão apoiar para comandar o Palácio Anchieta?
Ainda não vamos nos posicionar. Temos de avaliar melhor.

Como vê o cenário político com a liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais e a possibilidade de Lula ser solto?
O cenário está muito aberto. O fenômeno Bolsonaro é mais por conta da rejeição e revolta. Olhando para ele como deputado, nos últimos 25 anos, não vejo grandes realizações. A liderança é por causa da revolta da população. O caso do Lula, aposto que a Justiça mantém a condenação e ele continua inelegível. Já o nosso desafio no Novo é vencer o desconhecimento.

Haverá uma candidatura competitiva de centro?
Difícil saber. Quando olhamos a pesquisa, quem vence são os votos brancos, nulos e as abstenções. O nosso desafio é mostrar que há pessoas que podem fazer a diferença. Existe uma grande vontade de renovação. Importante é saber como será a influência das mídias sociais e da internet.

Falando em internet, como lidar com as notícias falsas?
É sempre um risco. O TSE está fazendo um movimento para frear isso. Vai exigir maior atenção do eleitor brasileiro.

Como deve terminar o atual governo de Michel Temer?
O governo Temer fez algumas medidas corretas do ponto de vista econômico, como a reforma trabalhista. Errou quando fez a política tradicional da regra do “toma lá, dá cá”. Termina pior que começou.

O senhor se posiciona como liberal. Como fica a pauta social, que muitas vezes não está em consonância com essa ideologia?
Acho que não entra em confronto. Pelo contrário, a pauta liberal tem como ideia a proteção do indivíduo. É nas economias com liberdade econômica que as pessoas têm melhor qualidade de vida e conseguem empreender.

Quanto às privatizações das estatais, há certo temor da população desde o governo FHC.
Sempre ouvimos que privatizações são ruins porque são assuntos estratégicos. Esse é o discurso dos políticos. São, sim, para eles que se mantêm no poder e colocam pessoas indicadas em suas presidências. A telefonia é um ótimo exemplo da privatização. Hoje todo brasileiro tem linha telefônica. A Vale, empresa que não lida diretamente com o consumir, pagou impostos com a privatização bem maiores do que o valor que tinha antes. O cidadão quer preços competitivos. No Espírito Santo, houve parcerias público-privadas no saneamento com sucesso na Serra, em Cachoeiro e Vila Velha.

O senhor defende as reformas tributária e da Previdência. Como fazer isso sem o apoio do Congresso Nacional?
Apostamos que terá renovação no Congresso. O governo errou na comunicação no caso da Previdência, onde deveria defender que, se nada for feito, todo o dinheiro será para pagar as aposentadorias.

Qual sua opinião sobre a liberação do porte de arma?
As definições virão do Congresso. O Partido Novo já se posicionou contra o Estatuto do Desarmamento. Dentro da liberdade e com responsabilidade, as pessoas deveriam ter direito ao porte de arma.

E quanto ao aborto?
Sou contra o aborto. Mas seguirei a decisão do Congresso, com exceção dos casos previstos em lei.

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