
Não adianta achar que só a camisa, a tradição e os inúmeros troféus vão garantir novas conquistas. Não vão. Administrações desastrosas são suficientes para manchar a história dos clubes. Como vem acontecendo há algum tempo.
Há espaço para novidades, como os recentes trabalhos de Real Noroeste, do Espírito Santo Futebol Clube (que, infelizmente, parece mesmo que está no fim) e do Atlético Itapemirim. Mas clubes de tradição como Rio Branco e Desportiva — e também Vitória, Serra e Estrela, por exemplo —, precisam estar bem. São eles que levam a maior parte da torcida aos estádios, que dão o algo a mais aos nossos campeonatos.
A vitória do Rio Branco sobre o Castelo por 2 a 0 no Kleber Andrade tem que ser comemorada pelos capa-pretas. Mas também não pode esconder a bagunça que o clube virou nos últimos anos. O Rio Branco bateu no fundo do poço. Foram dois rebaixamentos nos últimos cinco anos: caiu em 2013, justamente no ano do seu centenário, e caiu no ano passado. Esperamos que, agora, volte para valer.
***
Papo rápido
A partida de volta da semifinal entre Rio Branco e Castelo levou 1.222 pagantes ao Kleber Andrade, 1.296 torcedores no total.
Torço por uma final com pelo menos o dobro! É pedir muito?
***
Papo rápido II

Nas 12 partidas, o Rio Branco teve sete vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. Marcou 20 gols e sofreu 10. É dono do terceiro melhor ataque, atrás do Castelo (23 gols) e do Aracruz (21). E da segunda melhor defesa, atrás do Aracruz (nove gols sofridos).