
Se engana quem pensa que uma casa segura tem que ser menos bonita. Luciana Schaeffer, coordenadora do curso de Arquitetura do Unesc, e a fisioterapeuta gerontóloga Ana Caroline Alvaro deram dicas de como deixar o ambiente mais seguro, mas sem perder o charme.
Luciana explicou que os pontos fundamentais para decorar ou adaptar a casa devem favorecer a autonomia e primar pela segurança, principalmente para evitar os temidos tombos.
“A circulação deve ser livre, com paredes de cores claras e ambientes bem iluminados. Mesas e móveis com cantos arredondados evitam batidas e cortes, já que a pele do idoso é mais sensível”, lembrou a arquiteta.
Ela disse ainda que o ideal é usar cortinas em vez de persianas ou venezianas, pois são mais fáceis de abrir. No quarto, sugeriu o uso de colchões mais altos, adaptados à altura do idoso, pois evitam movimentos bruscos ao deitar e levantar da cama.
SENSORES
“Interruptores próximos à cama e locais de fácil acesso e, quando possível, sensores de movimentos em área de circulação como o corredor que liga o quarto ao banheiro, por exemplo, ajudam a evitar acidentes”, frisou Luciana.
Ana Caroline Alvaro lembrou que a área de maior índice de quedas é o banheiro. Usar tapete antiderrapante e instalar barras de apoio nas paredes estão entre as sugestões da fisioterapeuta.
E se a casa tem escadas, é preciso redobrar a atenção: jamais coloque tapetes no início ou no final da escada e instale corrimãos em toda a sua extensão.
