
Em nota, o Simes informou que, no vídeo, o prefeito de São Mateus, Daniel Santana, “denigre a imagem de profissionais com falsas afirmações de que os médicos teriam abandonado o trabalho no último domingo por volta das 18h30”.
No entanto, segundo o órgão, havia dois médicos na unidade, que estavam no período de troca de plantão.
“A difamação alcançou milhares de visualizações nas redes sociais, denegrindo a imagem de toda uma categoria profissional”, diz o sindicato em nota.
No vídeo, divulgado em um blog, o prefeito aparece ao lado de uma paciente que aguarda atendimento. Nas imagens, o blogueiro e o prefeito relatam que uma médica havia abandonado a unidade antes do horário e que não havia médicos no local para atender a paciente.
O Simes, em nota, disse que a médica citada no vídeo havia se voluntariado para o plantão de domingo, atendendo a quase 100 pacientes em 12 horas, enquanto o preconizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) é de 40 atendimentos.
A nota diz ainda que a profissional deixou o plantão às 17h50 para se dirigir para novos atendimentos em outro município.
No entanto, antes de sair, entregou o plantão para outros dois médicos, sendo um pediatra e um clínico geral.
“A UPA estava vazia no momento da gravação, com apenas uma paciente, que também foi atendida. Essa mesma paciente foi utilizada na gravação como ‘suposta vítima’ do descaso dos médicos da cidade”, informou o Simes.
O Sindicato afirmou ainda que vai processar o prefeito da cidade por calúnia, difamação e assédio moral contra profissionais que atuavam na UPA. Os médicos que pediram demissão atuam com contratos de designação temporária.
A reportagem tentou contato com o prefeito de São Mateus, Daniel Santana, e com o secretário municipal de Saúde, Eduardo Ribeiro Morais, mas as ligações não foram atendidas.