

A sacerdotisa e fundadora da tradição, Alana Coelho Villar, de vermelho na filmagem, relata que ela e outros integrantes do culto vem recebendo ameaças de morte desde a veiculação do vídeo. As ameaças acontecem pela internet, por telefonemas e também pela vizinhança. Sob o risco de ser linchada, ela e o marido estão evitando sair de casa.
O vídeo foi gravado no dia 13 de agosto na Avenida Getúlio Moura, no muncípio de São João de Meriti, Baixada Fluminense no Rio de Janeiro. “Traficantes de Belford Roxo disseram que dariam tiros na minha casa”, contou. Temendo consequências maiores, Alana registrou uma ocorrência sobre o caso no último dia 21 na 64ª DP da Polícia Civil, em Vilar dos Teles, São João de Meriti.

O boato de que eles estariam envolvidos com ritos satanistas envolvendo menores ganhou ainda mais força após as imagens não-autorizadas serem compartilhadas por Netinho da UPA, um candidato a vereador de Nova Iguaçu em 2016.
Por ser conhecido na região, a publicação teve quase 3 mil visualizações. Valdir Maciel Laurindo os caracteriza os wiccanos como “seguidores de satã” e “invocadores das forças do mal”. Ele admitiu não saber do que se tratava a celebração no momento da publicação, porém negou que tivesse a intenção de denegrir a religião que ali estava sendo praticada. Maciel ainda não confirmou se desconhece que existe um boato ligando o desaparecimento de crianças à pratica vista no vídeo, porém disse não saber se os boatos eram verdadeiros ou não.
“Não posso dizer que eles estão ou não envolvidos com isso porque são coisas ocultas. Mas, hoje, as pessoas são muito malvadas. Quando você abre o jornal, vê crianças morrendo por uma série de fatores, portanto, não posso dizer que sim ou que não”, comentou Maciel.