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Eleições 2018

Guru econômico de Bolsonaro, Guedes cancela compromissos em série

Guru econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e fiador da campanha junto ao mercado, o economista Paulo Guedes tem cancelado compromissos em ...

Paulo Guedes, em uma das entrevistas concedidas ao longo da campanha

Última atualização

Paulo Guedes, em uma das entrevistas concedidas ao longo da campanha (Foto: Reprodução / Globonews)

Guru econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e fiador da campanha junto ao mercado, o economista Paulo Guedes tem cancelado compromissos em série desde que vieram à tona informações de que teria sido beneficiário de uma fraude e de que sugeriu a recriação da CPMF.

Desde a semana passada, ele deixou de comparecer a quatro eventos importantes: uma entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura; uma reunião com clientes do banco de investimento Credit Suisse; e palestras nesta sexta-feira (21) na Amcham (Câmera Americana de Comércio) e na corretora XP.

Os eventos eram considerados relevantes para a campanha no sentido de expor ideias para o mercado e dar publicidade ao projeto econômico de um eventual governo Bolsonaro. Para investidores, os sumiços arranham a imagem do economista.

Segundo a reportagem apurou, Guedes continuará na campanha do presidenciável do PSL, mas deve submergir, aparecendo menos. O sumiço de Guedes coincide com momento em que o núcleo duro da campanha tenta recolocar Bolsonaro, internado em hospital desde que recebeu uma facada em 6 de setembro, como figura central.

Ao vice da chapa, general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), foi solicitado que participe menos de agendas públicas e viagens. À reportagem, o general disse que Bolsonaro o telefonou e pediu “calma”. Mourão emendou uma série de declarações polêmicas nas últimas semanas que tiveram ampla repercussão, como, por exemplo, seu argumento de que casas só com mães e avós são “fábricas de desajustados”.

Guedes, por sua vez, tem perfil mais independente, e desenha por sua própria conta a agenda que deve fazer. No entanto, também recebeu telefonema de Bolsonaro, que queria saber mais sobre a proposta da nova CPMF.

Cada um à sua maneira, direta ou indiretamente, os aliados passaram o mesmo recado ao economista: a palavra final é de Bolsonaro. Ou seja, Guedes deveria consultá-lo antes de publicizar opiniões potencialmente controversas.

Em setores tradicionais do mercado financeiro paulistano, as desistências serviram para reforçar impressões pré-existentes sobre Guedes.

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