
O entrevistado tratou de temas como energia, o preço da conta de luz, do gás de cozinha, investimentos e política. Moreira Franco afirmou que o fornecimento de energia cada vez mais é o elemento estratégico mais importante e diz que os preços no Brasil não são justos.
“Quem consegue pegar a conta de luz e entender o que está pagando?”, questionou. “É necessário que se coloque luz sobre a composição desse preço. O objetivo, pelo menos o meu, é falar sobre isso. Eu abri esse debate”, completou.
O ministro sugere que o Brasil poderia pensar na implantação uma tecnologia que permita ao cidadão controlar seus gastos de energia por um aplicativo de celular e frisa: “o imposto sobre a energia é um negócio brutal. Chega a ser inconsequente. Pagar 35% de ICMS?! Sobre um produto essencial. Você não vive sem energia. E você cobrar 35% é você estimular o ‘gato’”.
A respeito de investigações sobre o presidente Michel Temer, ele comentou: “não existe materialidade, existem delações, suposições”. E concluiu: “Diferentemente da Dilma, você não teve ninguém na rua pedindo a saída dele”. E ainda fez uma ressalva: “não é saudável pra um país democrático viver em uma situação em que todos os ex-presidentes estão sendo investigados. O que é mais grave: os futuros candidatos estão começando a entrar na mesma rotina”. Ele também acredita que a questão da privatização da Petrobras seja prematura, diz não achar que o governo “comeu mosca” na questão da paralisação dos caminhoneiros e ressalta a necessidade de se fortalecer a energia eólica, solar e biocombustível.
Confira a íntegra da entrevista com o ministro Moreira Franco: