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Política

Eleição da OAB chega à Câmara de Vitória

Com um terço da Câmara de Vitória formada por advogados – cinco dos 15 vereadores –, é inevitável que eles se envolvam, de alguma forma, na disputa ...

Vereadores durante votação: dos 15 parlamentares da Câmara de Vitória, cinco deles são advogados

Última atualização

Vereadores durante votação:  dos 15 parlamentares da Câmara de Vitória, cinco deles são advogados (Foto: Thiago Coutinho / AT - 05/09/2018)

Com um terço da Câmara de Vitória formada por advogados – cinco dos 15 vereadores –, é inevitável que eles se envolvam, de alguma forma, na disputa da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES).

Mazinho dos Anjos (PSD), Davi Esmael (PSB), Sandro Parrini (PDT) e Dalto Neves (PSB) declararam voto na chapa 2 “Renova OAB”, encabeçada por José Carlos Rizk Filho.

“Tenho pedido votos para alguns amigos, conversado com muita gente e distribuído materiais da campanha. Sou advogado há mais tempo do que vereador. São 14 anos de advocacia”, disse Davi Esmael.

Para Mazinho dos Anjos, não existe conflito pelo fato de ser vereador e apoiar uma das chapas.  “Continuo advogando e tenho de me posicionar em relação à eleição da Ordem. Há cinco vereadores na Câmara e é comum que se discuta o que está ocorrendo na OAB”, conta.

Já o vereador Roberto Martins (PTB) apoia a chapa 3 “Ordem Democrática”, que tem à frente a advogada Elisângela Melo.

A mulher do parlamentar, a advogada Francisca Jeane Pereira, faz parte dessa chapa, concorrendo ao cargo de conselheira federal. “Natural que eu apoie a chapa em que minha mulher está, mas, de minha parte, não tenho feito nenhum tipo de campanha”, disse. Já a chapa 1 “Inova e Avança” não conta com apoio de nenhum dos parlamentares da capital.

Mas o advogado Ricardo Barros Brum, que encabeça a chapa, defende que a relação política deve ser estabelecida posteriormente. “A Ordem tem de ser independente. Se eleito, temos de fazer o relacionamento institucional, mas não é o momento de apoio desse ou de outro político”, disse o advogado.

Os demais candidatos pensam de forma diferente. “O que acontece é que tem advogado que é vereador, que apoia a chapa 1, 2 ou a 3. Não posso negar apoio. Mas não tenho vinculação partidária”, afirma José Carlos Rizk Filho.

“Uma coisa é advogado no exercício da função declarar voto. Outra é a utilização do poder político para declarar voto”, disse Elisângela Melo.

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