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Política

Moro confirma Maurício Valeixo como novo diretor-geral da PF

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, confirmou nesta terça-feira (20) que Maurício Valeixo será o novo diretor-geral da Polícia Federal. Em ...

Sérgio Moro anunciou sua futura equipe no Ministério da Justiça

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Sérgio Moro anunciou sua futura equipe no Ministério da Justiça (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, confirmou nesta terça-feira (20) que Maurício Valeixo será o novo diretor-geral da Polícia Federal. Em breve pronunciamento, afirmou que a delegada da PF Erika Marena comandará o Departamento de Cooperação Internacional.

“Eu seria um tolo se não aproveitasse pessoas que trabalharam comigo, especialmente no âmbito da Lava Jato porque já provaram integridade e eficiência”, disse sobre as nomeações.

Atual superintendente da PF do Paraná, Valeixo conhece Moro desde o início dos anos 2000.
Ele ficou à frente da Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado) da PF durante três anos, na gestão de Leandro Daiello. O posto é o terceiro da hierarquia do órgão. Ele também foi adido em Washington (EUA) de 2015 a 2017.

Futuro Ministro da Justiça, Sérgio Moro (Foto: José Cruz/Agência Brasil)Já Marena ganhou projeção pelo trabalho realizado na Lava Jato, tendo sido inclusive responsável pelo nome da operação. Tem em sua conta ter conseguido, ao lado de outro colega, associar o doleiro Alberto Yousseff aos esquemas de corrupção da Petrobras, justamente o que foi o embrião da investigação.

Mais recentemente, se envolveu em um episódio polêmico em Santa Catarina. A delegada comandou a Operação Ouvidos Moucos, uma apuração sobre desvio de dinheiro, que prendeu sete pessoas ligadas à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), entre elas o então reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo.

Ele, que se declarava inocente, se matou ao se jogar do sétimo andar de um shopping em Florianópolis, deixando um bilhete que apontava a operação policial como motivo do seu ato. Conforme mostrou reportagem da Folha de S.Paulo, o relatório final da PF não apresentou provas de que Cancellier tenha se beneficiado do suposto esquema milionário de desvio de verbas.

Marena depois chegou a representar para que se apurasse crimes contra honra diante das manifestações que se sucederam, como faixas criticando um suposto abuso de poder das autoridades responsáveis pela Ouvidos Moucos.

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