
De acordo com o rádio-oncologista do Instituto de Radioterapia Vitória Nivaldo Kiister, nem sempre o paciente com esse tipo de tumor apresenta sintomas, o que torna necessária a regularidade dos exames, mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.
“Homens que possuem histórico familiar da doença devem realizar os exames preventivos anualmente a partir dos 45 anos, em especial os descendentes de raça negra, pois estes, geneticamente, têm maior propensão a desenvolver câncer de próstata. Já aqueles que não têm casos de câncer de próstata entre os parentes, precisam ficar atentos com a chegada dos 50 anos”, explica o rádio-oncologista.
Prevenção
Nivaldo Kiiste destaca que a prevenção e o diagnóstico precoce são os principais aliados dos homens contra o câncer de próstata. “Dependendo da fase em que é descoberto o câncer de próstata, aumentam as chances de cura e pode ser realizado um tratamento menos invasivo”.
Ele indica alimentação saudável e a prática de atividades físicas, por pelo menos 30 minutos diários, para prevenir o tumor. “Também é fundamental evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de tabaco”.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 21% da população masculina do Brasil considera que o exame de toque, fundamental para a detecção do câncer de próstata, “não é coisa de homem”.
A pesquisa ainda aponta que 38% dos homens com mais de 60 anos, público com maior risco de desenvolver a doença, acredita que o exame “não seja necessário”.
Para o rádio-oncologista Nivaldo Kiister, esse preconceito com a realização do preventivo pode ser fatal. “Quando o homem se recusa a fazer o exame, corre o risco de estar adiando a descoberta do tumor e, assim, permitindo que ele tenha tempo para se agravar”.