Durante uma coletiva concedida na manhã desta quinta-feira (22), o governador Renato Casagrande (PSB) reafirmou a intenção de conceder anistia aos policiais militares, punidos durante o movimento grevista realizado pela categoria em fevereiro de 2017. A fala foi uma reafirmação ao que foi dito durante a campanha política, onde Casagrande se colocou contrário a punir os policiais daquele movimento.
Nesta quinta, o governador eleito falava sobre questões relacionadas a segurança pública, em meio à apresentação do futuro comandante da Polícia Militar, coronel Moacir Leonardo Vieira Barreto Mendonça, quando foi questionado sobre a anistia aos policiais. Na resposta, o governador foi enfático na defesa da categoria.
“Vamos fazê-lo (anistia). Tivemos erros cometidos da corporação e do governo, mas aquilo que estiver ao alcance do Governo do Estado, dentro da legalidade, vamos resolver para que não haja punição àqueles policiais. No que a legislação permitir, nós faremos”, afirmou.
Casagrande foi questionado sobre quais tipos de crimes os militares seriam anistiados e ele reafirmou que a intenção é somente nos casos relacionados ao movimento.
“Lógico que o que está sob judicialização não temos poder para resolver. Mas o que pudermos resolver, nós iremos resolver. Já falamos isso na campanha. A orientação do Governador é para resolver. É preciso resolvermos esta ferida ou a polícia terá dificuldades para seguir em frente”, reforçou.
O futuro comandante da PM reforçou a posição de Casagrande e falou em resgatar a polícia.
“Vamos trazer de volta a alma combativa do policial, com diálogo, transparência e orientação. Nós acreditamos que o que aconteceu está registrado e temos que aprender com os erros. Todos nós erramos, agora é virar a página e construir uma polícia diferente, mais motivada, valorizada e trabalhando sempre com o espírito de servir à sociedade”, afirmou.
