O goleiro Diego Alves, que chegou ao Flamengo no meio do ano passado para ser solução, virou o maior problema do clube nos meses finais da gestão de Eduardo Bandeira de Mello.
Na última terça-feira, ele bateu boca com o Dorival Júnior e chamou o treinador o diretor de futebol, Carlos Noval, de “mentirosos”, por ter sua versão da barração negada em reunião com o elenco.
Antes disso, porém, já havia avisado que não jogaria mais com a camisa do Flamengo.
Segundo fontes de dentro do clube, o goleiro disparou que “perdeu dinheiro”, que “se arrependeu de ter vindo para o clube”, e que “pagaria para sair”.
Tudo após perder a posição para César na véspera do jogo contra o Paraná, pela 30ª rodada.
A assessoria de comunicação do goleiro afirmou que Diego Alves só falará mais adiante. Mas o jogador força a saída. Seu empresário, Eduardo Maluf, tenta a liberação para o mundo árabe, sem custos, mas a janela está fechada e o Flamengo, com quem o jogador tem contrato até 2020, exige pagamento da multa de 10 milhões de euros (cerca de R$ 42 milhões). O ambiente para o jogador está insustentável.
Na visão do goleiro, exposta aos jogadores antes da discussão com Dorival, ele era o dono da posição e deveria voltar a ela após a lesão, o que não aconteceu. Oficialmente, Diego Alves está em tratamento de uma entorse no joelho direito, sofrida na atividade de terça-feira, justamente o dia da reunião.