
A mãe dos meninos, Juliana Sales, e o pai de Joaquim e padrasto de Kauã, o pastor Georgeval Alves, deixaram os presídios onde estão detidos e foram levados sob escolta para participar da audiência.
Hoje serão ouvidas 15 testemunhas. A audiência é fechada e o pai e a avó de Kauã não puderam participar. Do lado de fora do fórum, eles protestam com cartazes e um megafone.
“Os monstros estão à solta. Estão aí dentro, estão nas ruas, estão dentro dos nossos lares também. Nesse exato momento, uma criança pode estar sendo estuprada e eu não desejo para ninguém passar pelo que eu e meus familiares estamos passando agora. Por isso que a gente faz passeatas e manifestações. Para que a sociedade acorde. Porque os monstros podem estar ao nosso redor, dentro do nosso lar”, disse o pai de Kauã, Rainy Butkovsky.
Revoltado, o comerciante questionou o fato de seu advogado não poder participar da audiência. “Por que o meu advogado não pode ter ciência do processo? Por que três advogados dos monstros podem tomar conhecimento do processo e minha família, que nunca teve atenção de vocês, não pode tomar conhecimento do processo. O que a família não pode saber? Por que todo esse segredo de justiça?”.
Para o pai de Kauã, a ex-mulher, foi conivente. “O próprio juiz relatou que Juliana e Georgeval se uniram para ceifar a vida de Kauã e Joaquim em prol de aumentar a arrecadação de fiéis, em prol de se promoverem no meio religioso. Isso quer dizer o que? Que Juliana não foi omissa. Juliana foi conivente, pilantra, safada, monstra, estupradora e matadora. Matou! Se uniu para matar e eu não posso saber o que aconteceu com meu filho Ministério Público?”.
