Se entender de política já é complicado para os adultos, imagina ter que explicar esse assunto para as crianças. É uma tarefa praticamente impossível, certo? Que nada! O AT em Família conversou com especialistas e eles garantem que, quanto mais cedo a criança tiver acesso ao contexto político do país em que vive, melhor.
Psicóloga e especialista em terapia cognitivo comportamental, Ellen Moraes Senra lembrou que, a não ser que a família de fato domine o assunto, é interessante aguardar a criança manifestar interesse.

Seus filhos vão repetir o que você diz, então nada de discursos de ódio. Isso evita que as crianças associem política a algo feio e errado. O psicólogo Vinicius Grassi salientou que o diálogo deve ser muito franco, aberto, e é interessante que não haja fanatismos políticos.
“A criança precisa entender que nós vivemos em uma sociedade que tem regras e valores, e a política trabalha essas questões: reúne o que a maioria das pessoas acha legal para que todos possam ter uma boa convivência”, disse.
Psicólogo e professor do Unesc, Luiz Romero destacou que os pais podem dizer a elas que a eleição é escolher se queremos uma casa arrumada ou bagunçada. E explicar que a bagunça é divertida, mas que depois fica difícil achar as coisas que gostaria de usar.
“O importante é que o adulto tente sempre responder. Esse aspecto, por si só, é um ato político no sentido amplo do termo, pois propicia o diálogo”, ressaltou Romero.
Honestidade
O casal de empresários Halen Martins, 40, e Djenani da Silva Martins Santos, 42, conversa abertamente com os filhos João Gabriel, 11, e Maria Eduarda, 7, sobre política. Eles contaram que tiram dúvidas sobre tudo: quem legisla, quem executa e quem julga.
“Explicamos também como as coisas mudaram de 20 anos para cá e salientamos que a honestidade e a família vêm sempre em primeiro lugar”, contou Halen.

