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Flu tenta romper a barreira das quartas de final depois de nove anos

Faz nove anos que as quartas de final das competições continentais têm sido um sarrafo acima do qual o Fluminense não consegue passar. Nesta ...

Última atualização

Faz nove anos que as quartas de final das competições continentais têm sido um sarrafo acima do qual o Fluminense não consegue passar. Nesta quarta-feira (31), a partir das 19h30, no jogo de volta contra o Nacional/URU, em Montevidéu, o tricolor tem diante de si nova chance de saltar rumo às semifinais da Sul-Americana.

Desde que jogou a final da Copa Sul-Americana de 2009, o time sucumbiu nas quartas de final em três ocasiões, sendo a mais recente ano passado, na mesma competição, diante do Flamengo.

A pressão no estádio Gran Parque Central será grande, com 32 mil torcedores do Nacional. Não dá para esperar facilidade diante de um time que buscou o 1 a 1 nos minutos finais no jogo de ida e pode se classificar até com um 0 a 0.

Coincidência que traz boa lembrança é que em 2009, na última vez que avançou às semifinais da Sul-Americana, o Fluminense também empatou no jogo de ida, no Maracanã (2 a 2), contra a Universidad de Chile. Na volta, um gol de Fred foi suficiente para a classificação.

Na visão de Marcelo Oliveira, o ambiente não é visto como um quesito capaz de desestabilizar o Fluminense.

“A torcida em grande número, perto, jogando junto, pode ajudar o time da casa. Como faz o torcedor do Nacional. Mas não atrapalha tanto o adversário. Temos que ignorar isso e fazer um jogo agressivo e marcar bem”, avaliou o treinador tricolor, que retorna ao estádio onde jogou pelo Nacional/URU em 1982.

A aposta é de um confronto disputado. Como precisa fazer gol para avançar, o Fluminense não pode renunciar ao ataque e uma das principais apostas de gol do time é o atacante Luciano.

“Acho que não vai ser um jogo assim, de sair para cima. Vai ter uma marcação forte. O Nacional tem como característica jogar para frente. Percebemos isso no Rio. Eles não abriram mão de atacar. Temos que estar atentos e criar uma estratégia boa. Se durante o jogo precisarmos mudar, sair com tudo, vamos fazer. Mas tem que ter o momento certo”, disse o treinador.

Única possibilidade de dar alegria ao torcedor, a Copa Sul-Americana também se tornou a última chance de o tricolor conquistar uma vaga na Libertadores e, de quebra, engordar as finanças.

A premiação da Conmebol para quem chegar às semifinais é de US$ 550 mil (cerca de R$ 2 milhões). Até agora, o Flu embolsou US$ 1,37 milhão (R$ 5 milhões).

Ciente também da importância financeira da competição, o treinador avisa que o Fluminense confia na sua força.

“É possível ganhar, não é proibido. É jogo de superação, de equilíbrio. Vamos investir no nosso potencial para comemorar uma classificação no fim, que seria fundamental para o Fluminense”, disse Marcelo Oliveira.
 

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