
A polícia investiga, a informação de que a suspeita usou uma espécie de “supercola” para tentar evitar o vazamento de uma substância que foi aplicada no corpo de Fernanda. O delegado Roberto Ramos aguarda o resultado do laudo de exames feitos no corpo da vítima para saber exatamente qual produto foi aplicado em Fernanda.
Danielle foi responsável pelo preenchimento nos glúteos e lábios da microempresária que morreu no último sábado, no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, no Rio de Janeiro.
Após passar mal a microempresária chegou ao hospital com edemas nas regiões. Na manhã de sábado, o quadro de saúde dela se agravou. Com complicações e dificuldades para respirar, ela precisou ser entubada mas acabou morrendo em consequência de uma parada cardiorrespiratória.
Segundo informações do Extra, testemunhas e pessoas ligadas à microempresária contaram que a vítima já havia feito um outro procedimento estético recentemente e por isso teria recebido a recomendação de não se submeter a nenhum preenchimento em um espaço de tempo tão curto. Danielle também sabia do fato, mas optou por fazer assim mesmo o procedimento.
Danielle cobrou R$ 1 mil pelo procedimento. Uma amiga da vítima afirmou à polícia que Fernanda pagou R$ 500 por transferência bancária e o restante seria por cartão de crédito.
As informações constam na decisão da juíza Lívia Bechara de Castro, proferida ontem. Dani Bumbum já tinha uma passagem pela polícia por ter sido flagrada, em 2015, com metacril, em São João de Meriti. Na ocasião, ela foi levada à delegacia e reponde a um inquérito.
No processo, consta que o marido de Fernanda, Alex Fernando, afirmou à polícia que Dani Bumbum ligou pra ele dizendo que essa era a primeira vez que acontecia uma morte após um procedimento que ela tenha realizado. E que ela havia transferido R$ 200 para a conta de Alex. Assim, ele descobriu o nome completo de Danielle. Ainda de acordo com o processo, ele recebeu diversas ligações, áudios e texto via WhatsApp após o falecimento de Dani.
Outra amiga de Fernanda afirmou que Danielle foi até a casa da vítima para trocar o curativo e, quando viu o ferimento no bumbum dela, “começou a chorar e não falou nada”.
Na manhã desta terça-feira, policiais estiveram na casa da suspeita, em Mesquita, na Baixada Fluminense, mas ela não foi encontrada. Danielle é agora considerada foragida. Ela responderá por homicídio e exercício ilegal da medicina.
“A autora vai responder por homicídio e exercício ilegal da medicina. Tudo foi feito de uma maneira irregular, por uma pessoa inabilitada que não era médica” disse o delegado Roberto Ramos, da 33ª DP (Realengo) e que também está respondendo pela 31ª DP (Ricardo de Albuquerque).
Como Fernanda conheceu “Dani Bumbum”
Segundo a polícia, Danielle foi indicada a Fernanda por uma amiga, durante um atendimento estético feito em uma clínica de Ricardo de Albuquerque, onde a microempresária trabalhava.
“A Fernanda viu o corpo da amiga numa clínica de bronzeamento e perguntou quem havia feito os procedimentos de preenchimento. Recebeu a indicação e o telefone de contato. Então, procurou a mulher. Ela teria cobrado mil reais para fazer as aplicações”, explicou Ramos.
