- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Esportes

Experiência olímpica na bagagem de capixaba do vôlei de praia

Única capixaba que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, Argentina, a jogadora de vôlei de praia Thâmela Coradello, ...

Última atualização

Única capixaba que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, Argentina, a jogadora de vôlei de praia Thâmela Coradello, de 18 anos, terminou a competição em nono lugar. Sem tempo a perder, a jovem se prepara para a disputa do Mundial, no ano que vem, na Tailândia, e já mira a participação nas Olimpíadas de 2024, em Paris.

Thâmela e sua companheira de dupla, a sul mato-grossense Ana Carolina dos Santos, mais conhecida como Aninha, foram eliminadas dos Jogos Olímpicos da Juventude, nas oitavas de final pela dupla italiana Cláudia e Nicol. As carrascas das brasileiras terminaram a competição com a medalha de prata.

Apesar do resultado conquistado em quadra não ter sido esperado pela jogadora, natural de Piúma, a jovem comemorou a oportunidade de conviver com outros atletas de diversas modalidades no clima de uma competição olímpica.

Muitos atletas que disputam os Jogos Olímpicos de verão já participaram desse evento. A experiência que Thâmela traz na bagagem de volta da Argentina serve como crescimento pessoal para ela ir em busca do próximo objetivo que é disputar uma Olimpíada.

“Isso tudo sempre foi um sonho. Participar de uma Olimpíada sempre vai está nas minhas metas. Então, tudo que eu passo aqui (nos Jogos da Juventude) são experiências que eu vou levar para sempre, sendo nas quadras e até mesmo na vila olímpica”, disse ela.

Na fase de grupos do torneio de vôlei de praia, Thâmela e Aninha venceram na estreia com bastante facilidade a dupla dinamarquesa Adicia e Lyn por 2 sets a 0 (21/8 e 21/4) e, na segunda rodada, derrotaram pelo mesmo placar as canadenses Rosick e Vermette (21/14 e 21/10).

Na última rodada, as brasileiras perderam para as russas Voronina e Bocharova por 2 sets a 0 (21/14 e 21/15), que mais tarde se tornaram as medalhistas de ouro da competição.

Com a derrota para a Rússia, Thâmela e Aninha foram jogar a repescagem contra a dupla de Aruba, Rafini e Arends, e saíram com a vitória por 2 sets a 0 (21/7 e 12/2). Nas oitavas, as brasileiras perderam para a dupla da Itália por 2 sets a 1 (21/12, 18/21 e 17/15), dando adeus as chances de medalha.

“Fica a sensação de que a gente poderia ter ido para final. Acho que isso não está sendo muito passageiro para mim. Ainda estou chateada”, revelou a jogadora capixaba.

 (Foto: Jonne Roriz/ Exemplus/ COB)

“Muito bom conhecer pessoas novas e culturas novas”, diz Thâmela

Sem tempo a perder, pouco mais de 24 horas de desembarcar em Vitória, após disputar os Jogos Olímpicos da Juventude, Thâmela Coradello já vai voltar à quadra hoje para disputar o Campeonato Brasileiro Sub19 de Vôlei de Praia.

Não só a competição é diferente, mas a companheira de dupla também será. Se na Argentina Thâmela teve a Aninha como parceira, nas areias da Praia da Costa, em Vila Velha, onde acontece o campeonato, a também capixaba Blenda será a companheira de Thâmela – cada dupla representa seu estado no torneio.

Antes de voltar ao Estado para a competição, a jogadora conversou com a reportagem de A Tribuna.

A Tribuna – Como avalia sua participação nos Jogos Olímpicos da Juventude?

Thâmela Coradello – Então, não foi como o esperado a nossa colocação, mas tenho certeza que tudo faz parte do crescimento. E estou feliz, acima de tudo, por ter essa oportunidade de representar o Brasil aqui nos Jogos.

Teve algum jogo que você elege como o melhor da dupla na competição?

Todos os jogos foram bons. Independente dos resultados, todos me fizeram crescer de alguma forma.

O tempo de treinamento com Aninha foi o suficiente para vocês conseguirem um bom entrosamento para a competição ou sentiram um pouco a falta desse entrosamento?

Aninha e Thâmela (Foto: Divulgação/ COI)Olhando os outros times, o nosso é pouco (entrosamento). Tem meninas que jogam juntas há anos. Então, em comparação a essas duplas faz diferença.

Foi o caso das italianas?

Sim.

O que achou desses dias que tem passado com a delegação brasileira e tendo a oportunidade de conviver com atletas de outros países e modalidades?

São coisas que não tem em qualquer competição. Então, está sendo muito bom conhecer pessoas novas, culturas novas, modalidades diferentes da minha.

Quais suas metas daqui para frente?

Continuar treinando firme para os Brasileiros (Sub-19 e adulto, os dois acontecem na Praia da Costa) e o Mundial sub-21, em junho, na Tailândia. Mas tem seletiva antes.

Como faz para não sentir o desgaste ainda mais que você vem de uma viagem internacional para a competição?

Estamos treinando aqui (na Argentina). Mas isso faz parte da vida de qualquer atleta. O desgaste é grande, mas a vontade de querer ganhar e evoluir sempre vai ser maior.

Na última entrevista, você disse que pretendia disputar as Olimpíadas de 2024. Continua no seu planejamento?

Sim, quero participar dos Jogos Olímpicos de 2024 ou 2028.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.