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Polícia

Justiça nega pedido de liberdade à “viúva da Mega-Sena”

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido de liberdade feito pela defesa da ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, conhecida como ...

Adriana Ferreira Almeida já havia sido condenada a 20 anos de prisão em 2016.

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Adriana Ferreira Almeida já havia sido condenada a 20 anos de prisão em 2016.  (Foto: Reprodução Internet)O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido de liberdade feito pela defesa da ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, conhecida como “viúva da Mega-Sena”.

Os advogados dela tentavam impedir o início da execução provisória da pena, imposta pelo Tribunal do Júri de Rio Bonito (RJ), pelo homicídio duplamente qualificado do companheiro, o ex-lavrador Renné Senna, em janeiro de 2007.

Adriana já havia sido condenada a 20 anos de prisão em 2016 pela acusação de mandar matar Renné, que em 2005 ganhou o prêmio de R$ 52 milhões no concurso. Ela está custodiada no Presídio Nelson Hungria, no Rio de Janeiro.

De acordo com denúncia da Promotoria do Rio de Janeiro, Adriana ofereceu recompensa a cinco comparsas para planejarem e executarem o crime. Ela era beneficiária direta da fortuna do marido.
Segundo parecer do ministro Alexandre Moraes, a ação apresentada pela defesa de Adriana não é adequada porque não pode servir como recurso contra a decisão de outro tribunal.

Em fevereiro, a Justiça já havia anulado o testamento da vítima, que deixava metade de seus bens para a sua única filha e os outros 50% para a viúva. A decisão aceitou recurso dos familiares do milionário e apontou que Adriana “não estava legitimada a receber a herança em razão de ter sido condenada criminalmente pela morte dolosa de Renné”.

Crime

Senna foi morto em janeiro 2007, dois anos após ganhar o prêmio de R$ 52 milhões na Mega-Sena. A viúva teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário para cometer o crime.

Deficiente físico, Senna teve as duas pernas amputadas por causa da diabetes. O ex-lavrador foi morto com quatro tiros na cabeça em um bar em Rio Bonito (RJ).

Em 2016, Adriana foi condenada a 20 anos de prisão como mandante do crime, mas recorria da decisão em liberdade.

O ex-PM Anderson Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, acusados de serem os autores dos disparos, foram condenados, em julho de 2009, a 18 anos de prisão pelo crime. A outra ré no processo, amiga de Adriana, foi absolvida.

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