
O novo pronto-socorro terá capacidade para 2 mil atendimentos por mês. A parte física do HPM, que já contava com um ambulatório para militares e bombeiros, foi aproveitada.
O serviço é inédito, uma vez que até então a tropa da PM e dos bombeiros não tinha um espaço exclusivo para tratar casos de urgência e emergência, seja em exercício da função ou não.
O pronto-socorro vai funcionar 24 horas por dia, de domingo a domingo, e vai atender 45 mil pessoas – entre militares e bombeiros da ativa, da reserva, de dependentes legais, de acordo com coronel Sartório, Diretor de Saúde da Polícia Militar.
Inicialmente, como A Tribuna já havia adiantado, o pronto-socorro vai contar com uma unidade de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em anexo, com três leitos.
Além disso, contará com o serviço de 52 profissionais como médicos clínicos gerais, cirurgiões, enfermeiros e técnicos de enfermagem – fruto de uma parceria com a Secretaria de Estado de Saúde.
“Até então, a tropa dependia de qualquer unidade de saúde da rede pública disponível. Poderia acontecer de o nosso policial ter que compartilhar do mesmo espaço que algum envolvido na ocorrência em que trabalhou. Numa mesma enfermaria, poderia ter o policial e o criminoso”, lembra o Secretário de Segurança Pública, Nylton Rodrigues.
“Agora, não. É a primeira vez na história do nosso Estado que haverá uma estrutura de pronto-socorro para policiais e bombeiros. É necessário que tenhamos uma retaguarda de saúde para nossa tropa”, salientou o também coronel.
Além do novo pronto-socorro havia a ideia de utilizar espaços físicas das unidades da PM para instalação de ambulatórios no interior.
Coronel Sartório disse que a ideia não foi iniciada, mas não descartada. E que, enquanto isso, segue sendo feita, uma vez ao ano, uma rede de atendimentos itinerante, de ônibus, com serviços nos batalhões.