
Mesmo com equívocos, desapontamentos e frustrações – não por culpa do voto propriamente dito – mas de alguns que o desejam.
Os brasileiros e as instituições democráticas já no inicio da década de 1980 se juntaram como se fossem apenas um corpo só com um só pensamento a invocar e exigir “Diretas Já”, emerge o grande acontecimento no ano de 1984 na Praça da Sé, em São Paulo, e quatro anos depois alcança seu ápice no dia 5 de outubro de 1988 com a promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil.
Naquela oportunidade, a inclinação ideológico/partidária não aflorava como se fosse um time de futebol, muito menos interesse pessoal, não havia cor de partido político, nem bandeiras diversas, a bandeira era a do Brasil, a cor predominante era o verde e amarelo desenhado nos rostos de milhares de jovens brasileiros.
Também não havia faixas exibindo foto de políticos idolatrados por grupos apaixonados, o interesse era a democracia na sua essência, o interesse em poder votar e ser votado.
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), intelectuais, professores, estudantes e tantos outros segmentos da sociedade entrelaçaram os braços para, num sonoro grito, exigir a supremacia e o respeito à Sua Excelência, o Voto; a autoridade máxima na democracia.
As eleições se aproximam e todos os eleitores devem exercer esse direito para o bem do País e afastar de vez a ideia de anular o voto ou não votar.
Ler as propostas dos candidatos é fundamental e ajuda afastar a corrupção, como bem disse a coordenadora do Centro de Apoio e Incidência Anticorrupção da Transparência Internacional, Nicole Verillo:
“O voto é a melhor forma de combater a corrupção, e nós estamos trabalhando para que o eleitor possa escolher candidatos que tenham em suas pautas o combate à corrupção”. (A Tribuna – 29/08/18).
Albert Einstein disse: “O meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”.
Ademais, não é pedir muito aos futuros e atuais agentes políticos que se lembrem do Imperativo Kantiano, para agirem de tal forma como se a máxima de suas ações se torne uma lei universal.
A leitura sobre as propostas dos candidatos são imprescindíveis, acesse o site do candidato e do TSE. Votemos com liberdade e de forma consciente, pois, Sua Excelência, o VOTO, merece todo o respeito.
Antonio Araújo da Silva Lopes é capitão da PMES/RR e bacharel em Direito.