Dois dos três suspeitos de terem cometido o crime contra o investigador da Polícia Civil, Alessandro Gomes Ferrari, de 46 anos, foram presos. Ferrari foi assassinado, na noite deste domingo (28), no bairro Morada de Santa Fé, em Cariacica, quando foi buscar uma criança que participaria do aniversário de sua filha.
De acordo com investigadores da Polícia Civil, os suspeitos foram encontrados no bairro Mucuri, em Cariacica, foram autuados por latrocínio e serão encaminhados para o Centro de Triagem de Viana (CTV).
Um suspeito, de 18 anos, estava no carro com os outros dois bandidos. Ainda segundo os investigadores, a polícia já sabe quem é o criminoso que dirigia o veículo, mas a identidade dele não será revelada para não atrapalhar as investigações.
A Polícia Civil informou que também sabe a identidade do bandido que efetuou o disparo, mas ele ainda não foi detido.
De acordo com o advogado de defesa do suspeito, ele contou que os três tinham planejado sair naquela noite para fazer alguns roubos na região onde aconteceu o crime quando viram o Corolla estacionando e a vítima (o policial) saindo do carro. O suspeito disse que o outro criminoso só atirou porque o policial tentou reagir. Depois de cometer o crime, cada um foi para sua casa e quando foi noticiado a ocorrência, eles tentaram fugir.
Durante o velório, familiares, amigos de farda e demais conhecidos se juntaram para prestar últimas homenagens ao policial, na Comunidade Jesus Menino, em Cariacica.
“Fomos criados juntos é como se fossemos irmãos. É triste, pois num momento de alegria dele, de cantar parabéns para a filha, acontece essa tragédia. O Estado está ferido, pois o policial é um defensor do Estado. E as leis precisam ser atualizadas. O que não pode acontecer é um criminoso que comete um ato desses ser preso e ser liberado em audiência de custódia. Pois uma pessoa assim se sente herói por matar um policial”, disse o amigo de infância e Deputado Estadual, Marcelo Santos.
O Titular da Delegacia de Polícia de Cariacica Sede, delegado João Paulo Pinto estava presente e também prestou homenagem ao investigador.
“Alessandro era um excelente policial, sempre disposto a cooperar. Infelizmente foi vítima do que ele 
“Na nossa vida a gente vai criando casca que isso é comum acontecer. Mas a gente nunca está preparado. É sempre uma dor muito grande, mas a nossa missão é continuar. Não podemos parar. Nós somos a frente de combate a criminalidade. Erguer a cabeça e continuar”, finalizou o delegado.
“Alessandro está no quadro da polícia desde 2011, era um excelente profissional. Foi crueldade a maneira como os criminosos agiram. A sociedade perde mais uma pessoa que poderia estar protegendo. Ele tinha ido buscar o bolo de aniversário da filha”, disse o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia Civil do Estado (Sinpol), Júnior Fialho.
