Por Luciana Pimentel
Setembro foi o mês de discussão da depressão, um mal que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. E ela não atinge só os humanos: animais domésticos também podem apresentar tristeza e sentir solidão.
Os tutores devem ficar atentos aos sinais que eles dão. As especialistas Manoela Pimentel e Helvana Fassina destacaram que alguns fatores como mudança de rotina, perda de um membro da família ou de um animal companheiro, chegada de um bebê, mudança de casa e diminuição ou falta de passeios podem deixar o animal ansioso ou deprimido.

Cães que não passeiam ou mesmo não interagem com outros animais podem acabar desenvolvendo problemas psicossomáticos e ansiedade por não conseguirem expressar seus instintos naturais.
Para que os animais não fiquem tristes, Manoela recomenda que os tutores interajam e estimulem os bichinhos. “Passeios ao ar livre, brincadeiras ou mesmo só o fato de estar com ele ao redor da família e permitir que ele participe da rotina da casa já evitam que a tristeza se instale”, disse.
TRATAMENTO
A médica veterinária Helvana Fassina salientou que o tratamento para a depressão em animais é amplo e, muitas vezes, demorado. “Primeiro a gente tem que encontrar ou chegar perto da causa. Se for a perda de algum outro animal
não tem como se recolocar o animal dentro de casa, então muitas vezes o tratamento pode vir com medicamentos”, lembrou.
Helvana prioriza a terapia com floral, com a fitoterapia e com a homeopatia. “Muitas vezes a gente faz mudanças no manejo da casa, mais interações com esses animais, dependendo da espécie. No caso dos gatos, não indico aquisição de um outro por morte ou desaparecimento do outro animalzinho, pois pode criar um problema muito maior do que a depressão”, ressaltou.

