Sou a favor da prisão perpétua para quem mata policiais. Em países de primeiro mundo, isso já acontece. Nós somos a última linha de defesa da sociedade contra o mal. Quando se mata um policial, se está violentando diretamente a sociedade”.
A declaração foi dada pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Nylton Rodrigues, após a morte do investigador da Polícia Civil Alessandro Gomes Ferrari, de 46 anos. O policial foi assassinado na noite de domingo, em Morada de Santa Fé, Cariacica, na frente da mulher, que estava no carro da família, um Corolla. Ele foi morto no dia do aniversário de 8 anos da filha.
De acordo com investigadores do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima tinha acabado de sair da igreja quando, por volta das 19 horas, foi abordada por bandidos armados. O policial estava indo buscar uma amiga da filha e o bolo de aniversário para levar à festa, que acontecia em uma pizzaria.
Alessandro foi rendido assim que saiu do carro. Ele teria colocado as mãos para o alto e dado passos para trás. Nesse momento, teria pisado em um buraco e caído. Um dos criminosos, então, atirou e fugiu levando a arma da vítima. Alessandro foi atingido por dois disparos: um no peito e outro na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu.
“No momento em que ele desembarcou, foi abordado por esses canalhas, covardes, que tiraram a vida dele”, disse Nylton. O secretário destacou que a principal linha de investigação é a de latrocínio (roubo com resultado morte).
Algumas pessoas foram detidas ontem e levadas para o DHPP, onde prestaram depoimentos. O carro que teria sido usado no crime, um Palio escuro, foi apreendido.
