Titular inquestionável da seleção brasileira até o início da Copa do Mundo da Rússia, Gabriel Jesus terá nesta sexta-feira (12), a partir das 15h (de Brasília), contra a Arábia Saudita, em Riad, sua primeira chance de recuperar posição de destaque no time do técnico Tite e deixar para trás a má fase que o acompanha desde o Mundial.
Há cinco jogos sem fazer gols pela seleção, ele vive seu pior jejum desde que estreou pelo time verde e amarelo, há pouco mais de dois anos. Já passou 450 minutos em campo sem marcar. Antes, a sua maior seca era de 373 minutos.
O status do atacante de 21 anos mudou muito nos últimos cinco meses. Seu início no time nacional havia sido arrasador. Nos primeiros seis jogos sob o comando de Tite, ele marcou cinco gols e se credenciou para ser o principal centroavante da equipe no Mundial da Rússia.
No entanto, após sofrer uma lesão no joelho no início do ano, ele não voltou a apresentar o mesmo desempenho. A má fase coincidiu com a disputa do Mundial da Rússia.
O torneio, disputado pela primeira vez por Jesus, porém, não deixou boas lembranças. Após a eliminação da seleção brasileira para a Bélgica, nas quartas de final, o próprio jogador classificou sua participação como “frustrante”.
Fora da convocação de Tite para os primeiros amistosos do Brasil após o Mundial, ele viu seus concorrentes se destacarem. Firmino, reserva no Mundial, marcou contra os EUA, e Richarlison fez dois contra El Salvador. Nesta quinta-feira, Jesus voltará a ser o centroavante titular.
“Gabriel Jesus tem características diferentes. Ninguém permanece em alto nível o tempo todo, mas ele tem na participação. É questão de tempo e tranquilidade para ele retomar o melhor desempenho”, afirmou o técnico Tite em entrevista coletiva nesta quinta-feira (11), em Riad.
O atacante vem sofrendo pressão também na concorrência em seu clube, o Manchester City. A queda de rendimento fez com que ele perdesse a condição de titular.
Relacionado para 12 jogos do time na temporada, foi titular em apenas 4. Em 2 das 8 partidas em que começou no banco, nem sequer entrou em campo. Com isso, seu número de gols despencou: foram apenas dois na temporada até agora.
Como comparação, no início da temporada 2017/2018, ele foi titular em 11 dos 12 primeiros jogos em que foi relacionado pelo técnico Pep Guardiola. No mesmo período, marcou oito gols.

Além de Gabriel Jesus, a outra novidade da seleção para o amistoso contra a Arábia Saudita é o retorno da formação com três jogadores de marcação no meio de campo.
Com a nova formação, Renato Augusto formará o meio de campo ao lado de Fred e Casemiro. O setor ofensivo terá Coutinho pela direita, Neymar pela esquerda e Gabriel Jesus centralizado. Titular na Copa, Willian não foi chamado para estes amistosos.
A formação foi utilizada nas eliminatórias sul-americanas, quando o Brasil emplacou nove vitórias seguidas. No entanto, foi desfeita às vésperas do Mundial em razão do mau momento de Renato Augusto, que sofreu uma lesão no joelho e não conseguiu manter o mesmo nível de atuação.
A única diferença para o time das eliminatórias no meio de campo é que agora Fred ocupará a vaga de Paulinho, que ainda não foi convocado neste novo ciclo com vistas à Copa de 2022, no Qatar.
Com o retorno do trio ofensivo, Gabriel Jesus não terá tantas obrigações defensivas e poderá atuar com mais liberdade, ao estilo do que vinha fazendo antes do Mundial. Na Rússia, ele ajudava na marcação e recomposição, já que o poder de marcação do meio de campo diminuía sem a presença de Renato Augusto.
Foi com três jogadores no meio de campo que Gabriel Jesus marcou 9 dos 10 gols que fez com a camisa da seleção principal.
O sistema defensivo também terá novidades para o duelo contra sauditas. O setor contará com Fabinho, Marquinhos, Pablo e Alex Sandro. No gol, Ederson será testado no lugar de Alisson.