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Eleições 2018

Eleito no RJ, Wilson Witzel quer manter Exército nas ruas após fim da intervenção

Eleito governador do Rio com 59,87% dos votos válidos, Wilson Witzel (PSC) disse após o resultado da eleição que vai pedir ao presidente eleito Jair ...

Witzel disputou sua primeira eleição e foi eleito Governador do Rio de Janeiro

Última atualização

Witzel disputou sua primeira eleição e foi eleito Governador do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação / Facebook Oficial)

Eleito governador do Rio com 59,87% dos votos válidos, Wilson Witzel (PSC) disse após o resultado da eleição que vai pedir ao presidente eleito Jair Bolsonaro para manter apoio das Forças Armadas à segurança do estado após a intervenção.

Witzel disse que um dos primeiros pleitos que fará ao novo presidente da República será pela manutenção de homens das Forças Armadas nas ruas após o fim da intervenção federal, previsto para dezembro. “Precisamos ter integração na área da segurança pública muito forte”, afirmou.

“Quero conversar com ele [Bolsonaro] sobre o apoio que posso continuar tendo com a área da segurança pública. O Exército tem hoje nas ruas mais de mil homens ajudando o patrulhamento. Pretendo conversar com ele sobre qual o apoio que podemos continuar tendo, seja por meio da GLO [garantia da lei e da ordem], seja por meio de convênio.”

Ele afirmou que buscará dar prosseguimento a estratégias adotadas durante a intervenção federal. “Pretendo aproveitar o legado da intervenção. Vou procurar o general Braga Netto [que comanda a intervenção] para entender quais a principais diretrizes que estão hoje alinhadas para que possam ser seguidas a partir de 2019”, disse.

Witzel disse ainda que vai pedir participação das Forças Armadas em um conselho de segurança que pretende criar. Ele deseja também contar de representantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Outra medida que pretende negociar com o governo federal é a revisão do regime de recuperação fiscal, assinado em 2017, que garantiu ao estado a suspensão do pagamento de dívidas com a União, em troca da adoção de medidas de austeridade.

“O regime de recuperação fiscal foi uma proposta no meu ponto de vista ruim, porque exige aumento de impostos, exige demissão de servidores e outras medidas cujas metas são difíceis de serem cumpridas”, afirmou, reclamando que o estado paga juros altos por sua dívida

Witzel não quis adiantar nomes de sua equipe, dizendo que neste momento terá apenas colaboradores para o período de transição. Mas prometeu secretariado técnico e falou em redução no número de secretarias.

Witzel deu entrevista em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em frente a um cartaz em que aparece ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro e seu filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro, ambos do PSL. Depois foi comemorar a vitória em uma casa de shows ao lado.

Ele iniciou a campanha como azarão, mas venceu o primeiro turno após arrancada em que ultrapassou os dois principais concorrentes, Eduardo Paes (DEM) e Romário (Podemos), impulsionada por declaração de apoio por Flávio Bolsonaro.

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