“Falso 9”, “linha de seis”, “extremos”, “4-2-3-1”… Termos frequentemente falados por técnicos de futebol em coletivas, eles explicam a forma de jogar de suas equipes.
Como as Copas do Mundo costumam ditar tendências do mundo da bola, a reportagem de A Tribuna conversou com especialistas para saber o que fica de legado e quais foram as novidades táticas do Mundial da Rússia, que termina neste domingo (15).
Ex-treinador de Flamengo e Vasco, Zé Ricardo destacou a linha de defesa com cinco jogadores, utilizada, por exemplo, pela seleção da Inglaterra, quarta colocada na Copa. Young e Trippier atuaram como alas na hora do ataque, mas recuavam até a linha de zaga para fechar a defesa.
“Certamente há uma maior facilidade em cobrir a amplitude do jogo na fase defensiva e atacar com muita força pelos lados e com mais jogadores pelo meio”, avaliou o técnico.
No jogo entre Irã e Espanha, que terminou em vitória espanhola por 1 a 0, a seleção iraniana foi além do que a Inglaterra fez e usou seis jogadores na linha de defesa.
“O Real Madrid também já jogou dessa forma com Zidane. Avança os laterais para serem os jogadores que ‘abrem’ o campo e o objetivo é fechar o que a gente chama de funil, que é o espaço dentro da área, pelo meio. Isso vem desde José Mourinho, pela ideia de proteger sua área”, explicou o jornalista e estudioso do futebol André Rocha.
Ele cita outra tendência apresentada no Mundial, a da necessidade de um meio-campista que jogue de “área a área”. Rocha aponta três seleções semifinalistas como exemplos de times que têm esse tipo de jogador. E indica quem pode fazer a função na Seleção Brasileira daqui para frente.
“A França chegou à final com Pogba e Kanté. A Bélgica chegou à semifinal com De Bruyne, a Croácia é finalista com Modric e Rakitic. O Brasil sente falta desse cara que joga de área a área, um organizador. Arthur (ex-Grêmio e agora no Barcelona) é o cara para fazer a diferença no modelo de jogo e na forma de jogar da Seleção”.
Quanto aos duelos táticos, André Rocha destaca uma mudança feita na Bélgica pelo técnico Roberto Martínez, que foi fundamental na vitória sobre o Brasil nas quartas de final. “O Lukaku pelo lado direito e o De Bruyne centralizado foi bastante interessante”.
A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (15).