
A família informou, na tarde de ontem, que não tem dinheiro suficiente para trazer o corpo da capixaba para o Estado, e precisam de ajuda financeira para se despedir de Deyse pela última vez.
De acordo com Adriana Pinto de Souza, 42, tia de Deyse, após a informação sobre a morte da capixaba, a família fez contato com o Itamaraty para receber orientação sobre o transporte do corpo para o Estado. Porém, até o fechamento desta edição, alegam os parentes, o órgão não deu nenhum retorno.
“O que sabemos é que o valor do transporte do corpo dela para o Estado fica em torno de R$ 30 mil. Mas quem disse isso foram amigos que conhecemos que moram em outros países. O Itamaraty ainda não nos informou nada. O que nós queremos é uma resposta. Precisamos de ajuda para trazer o corpo dela, para ao menos se despedir.”
O Itamaraty informou à reportagem que o Consulado do Brasil, em Lisboa, foi comunicado pela Polícia de Segurança Pública de Portugal sobre a morte da capixaba Deyse de Souza Ricarte, na última terça-feira, naquela cidade.
Por meio de nota, disse: “Os agentes consulares brasileiros mantêm contato com a família de Deyse, prestando-lhes assistência quanto à produção de documentos e fornecendo-lhes informações referentes ao traslado do corpo e ao registro do óbito”.
Sem dar detalhes, o Itamaraty disse que o caso é investigado pela polícia portuguesa. “Em atenção à Lei de Acesso à Informação e em respeito à privacidade da cidadã brasileira, esta assessoria não pode fornecer informações de cunho pessoal”, informou a nota.
No entanto, a família disse, na tarde de quinta (12), que não havia recebido nenhum contato por parte do Itamaraty. Questionados, novamente pela reportagem, o órgão respondeu com um pedido.
“Por gentileza, indicar à família que entre em contato, com urgência, com o Núcleo de Assistência a Brasileiros: +55 61 2030 8803/8804 (das 8h às 20h) / + 55 61-98197-2284 (plantão consular, das 20h às 8h) / e-mail [email protected].”