
Em busca de conquistar a fama e os grandes palcos brasileiros, capixabas estão apostando no sertanejo não só como hobbie, mas como meta de vida. Eles se desdobram na rotina para conciliar suas atividades profissionais com a música.
Um exemplo é o cantor Léo Lima, 32 anos, de Fundão, que desde os 14 anos dedica o seu tempo à música, mas também estuda Engenharia de Produção.
“Já toquei forró pé-de-serra, passei por axé, até que me encontrei no sertanejo. Hoje, já estou com 6 anos de carreira solo”.
O cantor lançou uma nova música, chamada “Se o meu copo falasse”, com participação nacional da cantora Solange Almeida.
“Já abri palco de show de Jorge & Mateus, Wesley Safadão e já dividi palco com Michel Teló. Música é o meu sonho e minha vida. Quero reconhecimento nacional”, destaca.
Já a dupla Dione & Thiago, formada pelo dentista Thiago Dariva, 25, e o engenheiro Dione Lorencini, 28, está trabalhando há três anos e é conhecida por fazer shows nas principais casas noturnas da Grande Vitória.
“É uma batalha diária. Só penso em música, sei que vai dar certo, só esperar o tempo. Fazemos mais de 12 shows por mês, se precisar abandono a minha profissão”, explica Thiago.
Dione, além de engenheiro, é modelo e dono de uma loja de roupas, mas está na rota da fama sertaneja.
“Cada dia é uma nova rotina. É um sonho da dupla é viver da música para o resto da vida. Rodar o Brasil inteiro e ouvir as pessoas cantando a nossa música”, relatou Dione.
Segundo o produtor musical Vinícius Jancke, 33 anos, o sertanejo é o gênero que mais evoluiu. “É uma evolução da música raiz e virou universitário, tomou conta do público e hoje é o mais tocado”, avalia.