O alvará de soltura do ex-presidente Lula já chegou à sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril deste ano.
Mais cedo, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, afirmou que não soltará o ex-presidente, por entender que Favreto não tem competência para sobrepor uma decisão do Colegiado da 8ª Turma do TRF-4 e do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).
No mesmo comunicado, Moro também afirmou que foi orientado pelo presidente do TRF-4 a consultar o relator das ações da Operação Lava Jato no tribunal, João Pedro Gebran Neto. E orientou a autoridade policial a esperar o esclarecimento do impasse jurídico para “evitar descumprimento da ordem de prisão”.
Logo em seguida, porém, foi divulgado um novo despacho do desembargador Rogério Fraveto reiterando sua decisão e determinando que a PF liberte Lula ainda neste domingo (8).
Mesmo com a chegada do alvará de soltura, a Polícia Federal ainda tem que cumprir alguns trâmites, como a realização do exame de corpo de delito do ex-presidente, antes de realizar a soltura dele. Existe a possibilidade de o relator Gebran Neto se posicionar sobre o impasse ainda durante o cumprimento desses trâmites e, caso isso aconteça, é esse posicionamento que deve definir o futuro de Lula.