“Confirmo o que sempre disse: sou pré-candidato ao Senado”. É o que garante o senador tucano Ricardo Ferraço. Ele explicou que nos próximos dias seguirá “agenda normal de trabalho”, e que não pretende se reunir com a base aliada.
O nome do senador estava entre os quatro principais indicados pelo bloco de apoio ao governo, que definirá o sucessor de Hartung, após o emedebista ter decidido não disputar a reeleição.
Os demais nomes são o do vice-governador César Colnago (PSDB), professor Aridelmo Teixeira (PTB), e o deputado estadual Amaro Neto (PRB). Amaro, porém, anunciou sábado que vai disputar o Senado.
Questionado se confirmava que não será pré-candidato ao governo do Estado enfatizou: “Sou pré candidato ao Senado. Esse sempre foi o meu projeto”, respondeu Ricardo, pelo WhatsApp — a reportagem tentou contato telefônico, mas as ligações não foram atendidas.
Ricardo alegou ainda não ter conversado com Amaro. O senador não quis comentar sobre a possibilidade de Colnago ser o escolhido pelo grupo.
Na tarde de domingo, aliados já falavam sobre a desistência do senador. “Ele já falou que está fora. A disputa dele será ao Senado. Ele alega que não se preparou para o governo e que não há tempo para isso”, explicou o presidente regional do PTB, Serjão Magalhães, que participa do bloco da base.
Segundo Serjão, “agora o bloco avalia os nomes de Colnago e Aridelmo”.
Decisão
O presidente regional do PEN, Rafael Favatto, comentou a decisão de Ricardo. “Ele não está aceitando mesmo a proposta. O César (Colnago) já se colocou à disposição e é o nome dele que estamos avaliando”, afirmou.
Procurado, César Colnago não atendeu às ligações, nem retornou às mensagens da reportagem.
O professor Aridelmo Teixeira (PTB) disse que a definição do seu nome “é uma decisão do grupo, e que ainda precisa ser aprovado”.
“Minha resposta no processo não é individual. É uma escolha que precisa de consenso”, avaliou.
