

O filme tem um ritmo linear, com o clímax no último ato e alguns momentos fortes espalhados por todo o roteiro. Não espere sustos com palhaços ou monstros. Estamos falando de um terror psicológico que mescla espíritos, transtornos mentais, famílias disfuncionais, traumas e demônios.

O destaque fica com a veterana Toni Colette, que tem cenas de histeria e pavor assombrosas. Ela vive uma mãe totalmente diferente da Sheryn que encarnou em Pequena Missa Sunshine, em 2006. Alex Wolff vive o filho mais velho, Peter, e também está muito bem. Não há muitos personagens nesta história, talvez por isso que há pouca leveza e nem sombra de preocupação em quebrar a tensão com alguma piada. Esse é um terror e explora tudo que pode do gênero.
Há quem diga que é o novo Exorcista. Não acho que seja para tanta, afinal, aquele é um clássico. O filme dirigido e escrito por Ari Aster é uma boa surpresa, mesmo faltando um pouco de clareza em algumas partes do roteiro. É uma produção que surgiu sem grandes expectativas e tem arrebatado crítica e público. Hereditário é um desses filmes e vai fazer quem não gosta do terror se arrepender de sentar na cadeira do cinema.