
Gleison Felipe da Silva Barcelos, 20 anos, e Edilam Figueiredo Pinieiro, 23 anos, foram detidos em uma operação conjunta entre as polícias civil e militar.
Os dois foram autuados por tráfico, associação ao tráfico, organização criminosa e posse ilegal de arma.

Fragilidade em delegacias
Em entrevista no início da noite desta quarta, o delegado admitiu que houve falha no processo de guarda das armas na DPCA.
“Armas em funcionamento não podem ficar em cofres de delegacias. Devem ser encaminhadas para a Delegacia de Armas e Munições ou para perícia”, disse.
Segundo Daré, será investigada a ocorrência e, se for o caso, o responsável será punido.
O chefe de Polícia disse, ainda, que a DPCA vai passar por reforma a partir do final do mês, com instalação de câmeras de monitoramento e alarmes.
Entenda o caso
Um investigador descobriu o crime na manhã de segunda-feira (9), quando chegou para trabalhar, mas acredita que a delegacia foi arrombada na sexta-feira (6), dia do jogo da Seleção brasileira pela Copa do Mundo.
Os bandidos invadiram a delegacia pelos fundos, forçaram a grade, quebraram a janela e usaram um pé de cabra para arrombar o cofre e roubar duas submetralhadoras usadas pelos policiais.
“É inadmissível. Esse tipo de crime põe em cheque todo o sistema de segurança pública do estado. Esse é um exemplo da falta de investimentos e valorização que tanto falamos sobre o caos da segurança pública do estado. A sociedade precisa refletir para entender o que de fato está acontecendo com a nossa Polícia”, disse Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.
De acordo com os levantamentos do Sindipol/ES, em 2015, a DPCA já havia sido arrombada e os bandidos levaram duas metralhadoras calibre .40, uma escopeta calibre 12, quatro coletes à prova de balas e dois uniformes femininos da Polícia Civil.