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Corte de verba vai deixar praias de Vitória sem análise

A análise que certifica a qualidade da água nas praias de Vitória pode não acontecer no próximo ano.Isso porque o valor que seria destinado à ...

Placa de balneabilidade na Curva da Jurema: prefeitura corre risco de não ter verba para fazer análise das águas

Última atualização

A análise que certifica a qualidade da água nas praias de Vitória pode não acontecer no próximo ano.

Isso porque o valor que seria destinado à renovação do contrato de monitoramento de balneabilidade foi retirado da Lei Orçamentária Anual pelo vereador Mazinho dos Anjos, durante a tramitação do Orçamento na Câmara Municipal.

Ao todo, foram retirados R$ 1,5 milhão da Secretaria de Meio Ambiente – pasta responsável por contratar o serviço. Se o contrato não for renovado, os moradores e turistas não vão saber se a água está própria ou imprópria nos 23 pontos de banho monitorados no litoral de Vitória.

A lei que define o orçamento da prefeitura para 2019 foi enviada à Câmara Municipal no fim de setembro. Deste então, o projeto recebeu cerca de 40 emendas dos vereadores, todas retirando valores de alguma secretaria ou programa e deslocando para outra.

Uma delas é justamente a retirada dos recursos para o monitoramento das praias. Todas as emendas foram recusadas pela Comissão de Finanças da Câmara, mas os vereadores poderão votar as mudanças mesmo assim.

Placa de balneabilidade na Curva da Jurema: prefeitura corre risco de não ter verba para fazer análise das águas (Foto: Thiago Coutinho/ AT/ 30/11/18)

“Essas emendas inviabilizam serviços importantes. Até entendemos a boa vontade dos vereadores, mas eles não sabem como as secretarias funcionam. Imagina, em pleno verão a população não saber a qualidade da água? É absurdo”, disse o membro da Comissão de Finanças, vereador Fabrício Gandini, que é aliado do prefeito Luciano Rezende.

Além desta emenda, uma outra retira R$ 2 milhões que seriam destinados à conservação de parques naturais como a Fonte Grande e a Gruta da Onça.

Há também a retirada de R$ 1,5 milhão da Central de Serviços. Segundo Gandini, isso vai prejudicar a manutenção de toda a rede de drenagem do município, além de reduzir a limpeza pública.

Orçamento

No total, o documento enviado pelo Executivo para a Câmara prevê um Orçamento de R$ 1,7 bilhão – 10% a mais do que o gasto deste ano, que foi de R$ 1,5 bilhão. A maior parte será destinada para a área da Educação (R$ 394 milhões). Na ordem, as áreas que vão receber mais recursos são a da Segurança (R$ 376 milhões) e Saúde (R$ 285 milhões).

A previsão é de que as emendas sejam votada até o fim de dezembro.

A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste sábado (1). 
 

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