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Polícia

Ex-funcionário da Caixa é condenado por desvio milionário no Estado

O Ministério Público Federal (MPF), no Espírito Santo informou nesta segunda-feira (17) que conseguiu a condenação de um ex-funcionário da Caixa ...

Agência da Caixa Econômica em Vitória

Última atualização

O Ministério Público Federal (MPF), no Espírito Santo informou nesta segunda-feira (17) que conseguiu a condenação de um ex-funcionário da Caixa Econômica Federal pelos crimes de peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informação. Elmo Vargas Muller deverá cumprir a pena de oito anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de 229 dias-multa e reparação dos danos causados à Caixa, no valor de R$ 579.716,00.

Desvio de R$ 2,2 milhões, fraude de 53 empréstimos adquiridos por penhor (em um período de cinco anos) foram as acusações presentes na denúncia contra Elmo. De acordo com o Ministério Público, ele ainda obteve a ajuda de pessoas que mesmo não sendo funcionários do banco, teriam participado dos atos ilegais de desvio de dinheiro público.

Fraude

O MPF informou que de 26 de dezembro de 2006 a 24 de janeiro de 2012, Elmo trabalhou na agência de Goiabeiras da Caixa Econômica Federal, na qual promoveu 53 empréstimos sob penhor, cujas garantias dos bens receberam avaliações significativamente superiores e muitas nem cobriam o valor do contrato.

O Ministério Público explica que, em alguns casos, ele colocou valores de jóias preciosas em bijuterias.

Esquema

Para efetivar os desvios, o réu teve ajuda de cúmplices que, além de apresentarem bijuterias como garantia de pagamento dos empréstimos,  indicaram nomes e dados de terceiros para figurarem nos contratos de penhor, sem que estas pessoas tivessem conhecimento qualquer sobre o caso.

Correção: na primeira edição deste texto, figurou equivocadamente que o Mnistério Público condenou o ex-funcionário da Caixa. Na verdade, não cabe ao Ministério Púbico a condenação. Essa atribuição cabe ao juiz que atua no caso.

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