
Isso porque o novo presidente da Casa – que assume em janeiro – pode estar garantindo, também, a vaga de prefeito interino da cidade, já que na terça-feira o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide sobre o afastamento do prefeito Daniel Santana Barbosa (PSDB), o Daniel da Açaí.
Atualmente, o chefe do Executivo está no cargo por conta de uma liminar que suspendeu a cassação do seu mandato pelo TSE em 30 de outubro de 2017.
De acordo com o diretor-geral administrativo da Câmara, Valdemir Andrade de Santana, seis parlamentares se uniram para eleger o atual vice-presidente da Casa, Jorginho Cabeção (PTB), como presidente do Legislativo.
Além de Jorginho, o grupo é formado pelo atual presidente Carlos Alberto Gomes Alves (PSB) – que é quem assume a prefeitura até o final deste mês, caso seja mantida a cassação do prefeito –, Jozail do Bombeiro (PTB), Jerri Pereira (PRTB), Antônio Luiz Cardoso (PRTB) e Ajalirio Caldeira (PHS).
Caso siga unido até o pleito, o grupo garante a maioria na votação, já que a Câmara de São Mateus tem 11 vereadores.
O processo de cassação do prefeito Daniel da Açaí, de autoria do Ministério Público Federal, que será julgado na terça, tem como relatora a ministra Rosa Weber.
Caso a decisão de cassação seja mantida, o município passará por novas eleições em 2019, e Daniel Santana vai perder o mandato e ter seus direitos políticos cassados por oito anos. A perda do mandato se estende ao vice-prefeito José Carlos do Valle Araújo de Barros, que morreu em agosto deste ano.
Daniel, que é empresário do ramo de água mineral, é acusado de distribuir água e caixas d’água à população de São Mateus.