Em depoimento prestado à polícia na última sexta-feira, ao qual a reportagem do Jornal A Tribuna teve acesso, a mulher acusada de envolvimento na tentativa de extorsão ao deputado estadual Amaro Neto (PRB) afirma que, na verdade, quem ofereceu a quantia de R$ 500 mil foi o parlamentar.
O valor seria para que ela e o marido ficassem em silêncio sobre o caso amoroso que confessou manter com Amaro desde o início deste ano.
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Ainda de acordo com a pedagoga Keila Bonde no depoimento, Amaro chegou a ir à casa dela, no bairro Campo Grande, em Cariacica, usando um veículo oficial da Assembleia Legislativa. O objetivo da visita teria sido oferecer dinheiro em troca do silêncio do casal. Ela também afirmou que ele estaria alcoolizado, na ocasião.
Já sobre o acerto que teria sido feito entre o marido dela, o policial militar Fernando Marcos Ferreira, e o assessor de Amaro, Keila afirma que não ouviu a conversa entre os dois, uma vez que estaria na cozinha, enquanto eles conversavam em outro cômodo da casa.
Keila, segundo o depoimento prestado ao delegado Brenno Andrade de Souza, afirma que o caso só foi descoberto após seu marido ter acesso às mensagens trocadas com o parlamentar. Em outro trecho do depoimento, Keila sustenta que o deputado chegou a ordenar, sob ameaças, que ela fizesse uma tatuagem com o slogan de sua campanha: “Coragem e Coração”.
Ela também contou à polícia que Amaro, eleito no pleito em outubro, disse que a levaria para Brasília de uma forma ou de outra, tão logo assumisse o mandato na Câmara dos Deputados.
Procurado na tarde de terça-feira (04), o deputado se limitou a dizer que “o caso está nas mãos da polícia” e que não comentaria.
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