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Economia

Empresas vão demitir para contratar terceirizados

A mudança na legislação que permitiu a terceirização das atividades principais das empresas chamou ainda mais a atenção para essa possibilidade. No ...

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Última atualização

A mudança na legislação que permitiu a terceirização das atividades principais das empresas chamou ainda mais a atenção para essa possibilidade. No Estado, metade das empresas vão demitir para contratar terceirizados, conforme especialistas.

Segundo o CEO da Heach Brasil, EUA e América Latina e membro da Sociedade Americana de Recursos Humanos, Elcio Paulo Teixeira, a contratação não só de terceirizados, mas também de autônomos é um caminho natural.

“Para o ano que vem, a tendência é de que 50% das empresas do Estado comecem a operar nesse padrão, adaptando-se às possibilidades oferecidas pela legislação”, reforçou.

Ele explicou que isso não significa que as empresas vão demitir todos os funcionários e contratar terceirizados. Mesmo porque, segundo ele, a empresa que fizer isso vai perder a sua identidade:

“Ela não vai demitir por demitir. Vai fazer ajustes planejados”.

No caso dos autônomos, o advogado trabalhista Rodrigo Silva Mello explicou que, como não têm vínculo empregatício com as empresas, eles não têm direitos a verbas como férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Isso faz com que as empresas tenham mais interesse nesse tipo de serviço, já que ele reduz custos.

Já quanto à terceirização, como antes não era permitido aplicar a medida à atividade principal de uma empresa e agora é, a mudança trouxe novas possibilidades. Mas a lei estipula um prazo mínimo de um ano e seis meses para dispensar um empregado e contratá-lo de novo em outra modalidade.

Facilidade
De acordo com o diretor da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, a mudança facilita para o empresário incrementar seus produtos e aumentar a capacidade do negócio que, às vezes, é limitada pela estrutura.

“Aqueles que eram contra a terceirização temiam tornar o emprego menos qualificado. Mas o terceirizado é aquele que faz o que eu não consigo fazer”, frisou.

O advogado trabalhista e empresarial Victor Passos Costa destacou que, em caso de terceirização, a contratante geralmente coloca uma pessoa para fiscalizar o trabalho da terceirizada, já que também é responsável pelos direitos trabalhistas não pagos aos terceirizados.

A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (9). 

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