As lágrimas de insegurança e medo de frustração em um dos vestibulares mais difíceis do Brasil deram lugar ao choro de felicidade. Os estudantes capixabas moradores de Vila Velha Bruno de Paula Ferreira, 18 anos, e Gabriel Ribeiro Pardini, 20 anos, comemoram aprovação no Instituto Militar de Engenharia (IME). O resultado veio depois de um ano de muita dedicação aos estudos.
Para conseguir a aprovação, os jovens tiveram uma rotina intensa de estudos. Bruno, passou em 147º da ativa (para se tornar militar) na prova do IME, mas almeja ainda passar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Bruno relatou que fez a prova para testar os conhecimentos, pois deseja mesmo entrar no ITA. Na tarde desta terça-feira (11), o jovem fez a segunda fase da prova do ITA e está otimista. “Foi muita dedicação, estudos e foco. Estou confiante e, é algo que eu almejo muito. Estou orgulhoso de mim mesmo por ter conseguido passar no IME, mas o meu objetivo é entrar no ITA”, disse.
Gabriel passou em 4º lugar da ativa (para se tornar militar) entre os cotistas e vem se preparando para o vestibular do IME desde o ano passado.

Para Gabriel, a dedicação nos estudos foi essencial para conquistar a vaga: “Primeiro, eu diria que o que me ajudou foi muita dedicação. Não dá para passar no vestibular querendo sair todo final de semana, não tem condições. Segundo, a pessoa tem que se conhecer, saber seus limites, onde ela pode e não pode ir e onde ela tem que se esforçar mais”.

“Sou formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e por experiência própria, sei que as provas são muito difíceis e exigem muito do candidato. Os alunos aprovados tiveram aulas todos os dias de segunda a sábado e, em alguns domingos também. Simulados semanais além dos estudos em casa. Bruno e Gabriel faziam cerca de 200 exercícios por dia, para estudar”, contou o professor.
“O perfil dos meninos é excelente. Eles têm foco e determinação muito grande. São meninos que têm uma vida acadêmica dedicada a esse objetivo. Aliado a determinação, o foco de cada um faz o objetivo se tornar ainda mais próximo. Afinal, passar o dia todo no cursinho, tendo aproximadamente oito horas de aula por dia, não é para quem queira desistir fácil”, ressaltou Rojas.
O apoio emocional e de família é uma das recomendações do professor. “É preciso programar como ele vai realizar todas as etapas, desde a parte de estudo até a preparação e a disciplina para poder realizar todas as atividades e o perfil psicológico dele para manter o equilíbrio”, enfatizou o professor.
