
A previsão é de que devem ser ouvidos quatro peritos da Superintendência da Polícia Técnico-científica e três do Departamento Médico Legal.
Na tarde desta terça-feira (11) foram convocados sete peritos para serem ouvidos, sendo quatro peritos do Departamento de Perícias de Incêndios e Explosões e três da Superintendência da Polícia Técnico-científica. Porém, segundo fontes, três deles não precisaram ser ouvidos.
A audiência, realizada pelo magistrado da 1ª Vara Criminal de Vitória, juiz Marcos Pereira Sanches, durou das 13h30 até às 16h30. Foi a quarta audiência de instrução do caso.
Apesar de não terem obrigatoriedade de aparecer, a mãe de Kauã e Joaquim, Juliana Pereira Sales, que é acusada do crime ao lado do marido, Georgeval Alves Gonçalves, compareceram a audiência na tarde. Entre o casal sentou o advogado, apenas. Eles permaneceram algemados durante a audiência.
De acordo com fontes, por grande parte da audiência Juliana se manteve de cabeça baixa e chorou. Já Georgeval se manteve sério. Por vezes ele conversou com o advogado, mas o casal não chegou a conversar durante a sessão.
Já existe um cronograma de audiências marcadas para 2019. Duas delas em 5 e 12 de fevereiro. No dia 19 do mesmo mês está previsto o interrogatório do casal Juliana e Georgeval. A previsão é que seja realizada em Linhares.
Durante a audiência, o pai de Kauã Rainy Butkovsky e a avó do menino Marlúcia Butkovsky fizeram protesto do lado de fora da audiência, pois nesta fase do processo o caso não permite a entrada de familiares.
“Meu coração está muito apertado e triste. Ver minha mãe sofrendo do jeito que está me deixa ainda mais triste. Viemos aqui para homenagear a perícia e o trabalho técnico feito. Foi um ótimo trabalho. O advogado nos disse que a audiência foi muito boa, contribuindo ainda mais com os fatos contra eles. A sociedade toda estava aqui e viu a revolta. Os dois são monstros. Precisam estar presos”, disse Rainy.