Uma briga, motivada por ciúmes, deixou um homem ferido no bairro Ilha de Santa Maria, em Vitória. Por não aceitar o término do relacionamento com a ex-companheira, um ex-soldado da Polícia Militar, de 42 anos, quebrou uma garrafa de vidro na cabeça do atual namorado dela, um administrador de 41 anos.
O caso aconteceu por volta de 23 horas de sexta-feira (14), em frente a um bar com música ao vivo no bairro, onde o casal estava sentado, conversando com amigos.
À polícia, a ex-mulher do agressor, uma jovem de 27 anos, relatou que estava no local quando o suspeito chegou em um carro.
Ele teria desembarcado do veículo e gritado para o atual companheiro dela que iria “matá-lo”, atacando-o em seguida com uma garrafa de cerveja, que o atingiu no rosto. Após agredir o atual namorado da ex-companheira, o homem acabou detido por populares.
A vítima teve pequenos ferimentos no rosto e no pescoço. A Polícia Militar foi acionada e conduziu os envolvidos até o Plantão Especializado da Mulher (PEM).
De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), o acusado foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana. A Polícia Civil não informou a autuação.
Em entrevista para a reportagem de A Tribuna, a ex-companheira do agressor disse que ele estava bastante alterado.
“O meu ex gritava para o meu namorado coisas como ‘vou te matar’. Ele até hoje não aceita o fim do relacionamento, apesar de já estar em outro”.
Ela conta que o relacionamento dela com o ex-assessor parlamentar durou mais de oito anos e que eles têm um filho de 5 anos. A separação ocorreu em agosto do ano passado, após uma agressão.
Na ocasião, a ex-mulher do acusado disse que pediu uma medida protetiva de urgência. A decisão obrigava-o a se manter a uma distância de 300 metros, tanto dela quanto da casa da ex-mulher. Além disso, ele não poderia manter contato com nenhum dos parentes dela.
“Ele sempre foi agressivo e já violentou outras mulheres”, contou a ex-mulher do acusado, que também é ex-assessor parlamentar.
A Sejus informou que, em 2017, o ex-assessor parlamentar já foi preso pelo crime de peculato, que é quando um funcionário público toma posse ou desvia dinheiro, valores ou bens que ele tenha posse em função do cargo que ocupa para seu próprio benefício.