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Recorde de calor

Calor de 42ºC bate recorde na Argentina após 64 anos

A presença dos banhistas nas praias fez com que os preços dos produtos disparassem

Última atualização

A Argentina enfrenta uma onda de calor com   temperaturas batendo recordes em várias cidades do país. No balneário de Mar del Plata as temperaturas chegaram a 42ºC ontem, a maior marca desde 1957, quando os termômetros registraram 41,6ºC. 

 













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A corrida dos banhistas para as praias fez com que os preços dos produtos comercializados por ambulantes disparassem. Um simples picolé chegou a  R$ 1,38 mil. 

Há 10 dias não chove na cidade. Ao jornal Clarin, a meteorologista do SMC Cindy Fernández afirmou que a temperatura média em janeiro na cidade balneária costuma estar entre 15°C e 26°C. “O que significa que, em um dia como hoje (ontem), podemos estar 14°C acima dos parâmetros usuais”.

 Em Playa Varese, turistas e moradores disputavam espaço no mar. Em contêineres e bolsas térmicas, muitos levavam bebidas geladas, para se refrescar. Na quinta-feira, com 13°C a mais que a máxima de janeiro, assim como em Varese, em Playa Grande ficou muito difícil encontrar espaços à sombra. “Não temos mais nada, nem barraca nem guarda-sol”, afirmou um ambulante ao Clarin.

Incêndios

Na quinta-feira, foram registrados 27 focos de incêndios em Mar del Plata, a maioria deles incêndios florestais, espalhados em diferentes áreas de General Pueyrredon. Os maiores focos ocorreram no bairro Autódromo e na área da Estação Chapadmalal.

 A primeira delas ocorreu no final da Avenida Vértiz em um galpão, onde bombeiros combateram por algumas horas as chamas que se alastraram por um ferro-velho e várias casas em condições vulneráveis localizadas na área. 

Além disso, dez pessoas tiveram que ser retiradas do local devido à inalação de fumaça.

Guarda-sol por R$ 24 mil

Na praia pública em Mar del Plata, os vendedores caminhavam na areia quente com guarda-sóis para vender, com preços exorbitantes, que variavam entre US$ 2.500 (R$ 13,8 mil) e US$ 4.500 (R$ 24,83 mil). Até o aluguel de guarda-sóis sofreu majoração, com preços que chegavam a US$ 1.500 (R$ 8,28 mil). 

Os ambulantes chegaram a aceitar até mesmo transferências bancárias, para quem não tinha calculado uma despesa como essa e não tinha dinheiro suficiente. Com os fortes ventos que começaram a soprar no início da tarde, chapéus vendidos a US$ 600 (R$ 3,31 mil) ou US$ 700 (R$ 3,86 mil), voavam por toda a parte.

Os vendedores de bebidas e sorvetes quase não deram conta do movimento ontem. Mesmo com os preços elevados, os turistas fustigados pelo calor disputavam os produtos. Um simples picolé de limão, morango, laranja ou chocolate com creme chegou a custar US$ 250 (R$ 1,38 mil).

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