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Com o novo índice já válido, a expectativa de especialistas do setor é que os contratos de aluguéis e os reajustes fiquem mais em conta neste ano.
O advogado do setor imobiliário Carlos Augusto da Motta Leal, diz que o Ivar vai contribuir para a formação de um preço mais justo, ficando menos caro para quem for alugar um imóvel residencial.
“O Ivar utiliza como base um estudo da variação dos aluguéis residenciais realizado em quatro capitais do País. O objetivo é definir uma variação para encontrar um reajuste mais justo”, afirmou Carlos Augusto.
O reajuste mais justo pode ser entendido como um valor mais próximo da realidade inflacionária, já que o IGP-M desgarrou dos demais indices.
A Fundação Getulio Vargas (FGV), por sua vez, explicou que há grande dificuldade atualmente em mensurar a real valorização dos aluguéis. Assim, o Ivar entra no mercado tendo como base valores diretamente captados de contratos de aluguel.
O pesquisador do FGV IBRE Paulo Picchetti, foi o responsável por liderar a criação do novo índice. “Não se trata de mais um índice baseado na oferta de preços de aluguel, mas sim, efetivamente, de um índice dos preços praticados no mercado em contratos de aluguel”, disse o pesquisador.
O setor imobiliário foi profundamente afetado pelos efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho. O desemprego elevado sustentou negociações entre inquilinos e proprietários que resultaram, em sua maioria, em queda ou manutenção dos valores dos aluguéis, contribuindo para o recuo da taxa anual do índice, avalia Picchetti.
Entre novembro e dezembro de 2021, a taxa de variação mensal do Ivar desacelerou em duas das cidades de maior peso, São Paulo (de 0,78% para 0,48%) e Rio de Janeiro (de 1,46% para 1,03%). Enquanto em Belo Horizonte (de 1,00% para 1,17%) e Porto Alegre (de 0,27% para 0,43%), houve alta das taxas de variação.
“Ainda que a inflação esteja em aceleração, a variação interanual dos aluguéis residenciais segue em desaceleração. A alta da inflação vem reduzindo a renda familiar, que segue pressionada pela apatia da atividade econômica”, avalia André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV.
A próxima divulgação do Ivar ocorrerá em 10 de fevereiro.