|
Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:
O cirurgião Simon Bramhall, que confessou ter gravado suas iniciais nos fígados de dois pacientes durante transplantes, perdeu o registro médico no Reino Unido. Para fazer a marcação, ele usou uma máquina de feixe argônio, usada para parar o sangramento e destacar uma área.
O episódio ocorreu em 2013 no Hospital Queen Elizabeth de Birmingham, de onde Bramhall renunciou ao cargo um ano depois em meio a uma investigação disciplinar sobre sua conduta.
A descoberta das assinaturas, que tinham 4 centímetros, foi feita por um médico que atendeu um paciente transplantado que passou por outra operação.
Segundo o jornal “The Guardian”, Brahmhall disse que sua atitude foi para aliviar as tensões da sala de cirurgia após operações de transplante difíceis e longas.
Em dezembro de 2020, ele foi suspenso por pelo menos cinco meses numa decisão inicial, mas o Tribunal de Profissionais Médicos considerou seu ato como arrogante, de forma que prejudicou a confiança dos pacientes com os médicos. Embora nenhum dano físico duradouro tenha sido causado aos pacientes pelas iniciais S.B., elas lhes causaram um “dano emocional significativo”.
Por isso, o tribunal concluiu que uma ordem de suspensão seria “insuficiente para proteger o interesse público mais amplo”, avaliando que a exclusão do registro médico seria uma “sanção apropriada e proporcional”.
“O ataque físico de dois pacientes vulneráveis enquanto inconscientes em um ambiente clínico, um dos quais sofreu danos emocionais significativos e duradouros, mina seriamente a confiança dos pacientes e do público na profissão médica e inevitavelmente traz a profissão como um todo em descrédito”, afirma o tribunal.