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Mais um suspeito de integrar uma organização criminosa que atua em morros de Vitória foi preso durante a Operação Sicário II, coordenada pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com a policia, Natan dos Santos Silva, o Capacete, de 18 anos, era procurado por suspeita de integrar o grupo criminoso. Ele foi preso na quinta-feira (6), em uma barbearia, no Morro do Cruzamento, na capital.
Segundo a polícia, com esta, são 29 pessoas presas, suspeitas de integrarem uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas no morro do Macaco, Itararé, Cruzamento e Conquista, em Vitória, além de outros locais com ramificações deste mesmo grupo, comandado pelos chamados ‘Irmãos Vera’.
A prisão ocorreu no Morro do Cruzamento, em Vitória, com apoio da equipe especializada em patrulhamento de áreas elevadas do 1º Batalhão da Polícia Militar (PMES).
“Temos um trabalho integrado com a Polícia Militar e compartilhamos com a equipe especializada informações sobre os mandados de prisão que estão pendentes de cumprimento. Nessa quinta-feira, essa integração resultou na 29ª prisão da Operação Sicário II”, explicou o chefe do DHPP, delegado Romualdo Gianordolli Netto.
A equipe especializada em patrulhamento de áreas elevadas do 1º BPM realizava uma incursão no Morro do Cruzamento quando sentiu forte odor de maconha proveniente de um grupo que estava no interior de uma barbearia e decidiu fazer a abordagem. Entre os suspeitos estava Natan, que traficava drogas na boca de fumo conhecida como B1, no Morro do Cruzamento, segundo a polícia. Contra ele existia um mandado de prisão sigiloso, fruto das investigações realizadas na Operação Sicário II.
O comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Leandro Santa Clara Menezes, frisou sobre a importância da especialização dos militares nas áreas de morro para o desenvolvimento de um trabalho ainda mais eficaz.
“O 1º Batalhão possui a equipe Especializada de Patrulha em Morros, que realiza um importante trabalho de policiamento comunitário, com profundo conhecimento sobre áreas de difícil acesso do município. Comunidades como Piedade, Alagoano, Morro do Quadro, Morro da Capixaba, Forte São João, Romão, Cruzamento, além do Morro do Macaco, Jaburu e Complexo da Penha, são regiões que frequentemente recebem nossos policiais, que, conhecendo as escadarias e becos desses morros, bem como a população local, realizam melhor atuação preventiva com resolução de conflitos e respostas aos crimes ocorridos nas imediações, sendo referência para os moradores dessas comunidades”, disse o comandante.
Denúncias anônimas que estão em apuração no Departamento de Homicídios indicam que o detido pode ter participado de um ataque ocorrido na madrugada da última quarta-feira (05), no bairro Forte São João. O ataque está relacionado à disputa entre grupos criminosos e tentativa de expansão da organização criminosa que atua no Morro do Cruzamento. O detido foi encaminhado para o plantão do DHPP e, após os procedimentos de praxe, conduzido ao Centro de Triagem de Viana.
Operação Sicário
Deflagrada em 2021, a primeira fase da Operação Sicário identificou toda a cúpula de comando da organização criminosa autodenominada Primeiro Comando de Vitória (PCV), que atua no Território do Bem, em Vitória, e tem ramificações em outras cidades do Espírito Santo. 24 pessoas ligadas a este grupo foram presas.
Na segunda fase, a investigação passou a apurar a atuação de outro grupo criminoso, chefiado pelos chamados ‘Irmaõs Vera’: Luan Gomes Faria, Bruno Gomes Faria e Gabriel Gomes Faria têm mandados de prisão em aberto e são os principais alvos desta fase que, até o momento, realizou 29 prisões.
As investigações são realizadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), e pela Subsecretaria de Inteligência da Sesp, que, pela primeira vez, utilizaram recursos do Centro de Inteligência e Análise Telemática da Polícia Civil (CIAT), aplicando tecnologia para a produção de provas e aprofundamento de informações no combate ao crime.
A Operação Sicário segue em andamento e o monitoramento realizado pela Polícia Civil continua em curso.